domingo, 25 de novembro de 2012
Com dois ouros nas OEs, promessa dribla diabetes e se inspira em Cielo
Campeão nos 50m borboleta e nos 50m livre e prata nos 100m livre, Matheus Santana, de 16 anos, sonha em conhecer o campeão olímpico em Pequim.
Por GLOBOESPORTE.COM
Rio de JaneiroNem a diabetes tem sido capaz de frear as braçadas do jovem Matheus Santana. Depois de se destacar no Troféu Chico Piscina de Mococa (SP), realizado em setembro, e ser comparado ao campeão olímpico Cesar Cielo, o nadador que deu suas primeiras braçadas na escolinha do Fluminense e atualmente defende o Botafogo voltou a brilhar neste sábado. Aos 16 anos, ele foi o grande destaque do torneio de natação das Olimpíadas Escolares do Rio de Janeiro, no Parque Aquático Julio de Lamare, com duas medalhas de ouro nas provas dos 50m borboleta e dos 50m e uma de prata nos 100m livres.
| Matheus conquistou três ouros no torneio de natação das Olimpíadas Escolares (Foto: Lydia Gismondi) |
Se o desempenho deste sábado já é o suficiente para credenciá-lo como umas das apostas para os Jogos do Rio, em 2016, a quebra do recorde brasileiro dos 50m na categoria até 16 anos, que era de 23'29 e pertencia a Cesar Cielo desde 2003, o transformou no jovem mais visado da natação brasileira.
Matheus reconhece que a marca de 23'01 alcançada no Troféu Chico Piscina em setembro trouxe fama e a mídia para sua vida, mas afirma que nem por isso se sente mais pressionado cada vez que mergulha dentro d'água. Tranquilo e perfeccionista, o nadador de 16 anos sabe exatamente aonde quer chegar.
- Eu já vinha trabalhando forte para isso, e fiquei muito feliz por ter quebrado uma marca que já durava dez anos. O assédio da imprensa e as brincadeiras dos colegas, que sempre me comparam ao Cielo, aumentaram e eu consegui mais patrocinadores depois do recorde. O resto continua igual. Meu objetivo agora é disputar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro - afirmou.
Enquanto as Olimpíadas no Brasil não chegam, o nadador e torcedor do Botafogo, que não liga muito para futebol, mas admira o holandês Seedorf, espera poder conhecer em breve sua maior fonte de inspiração nas piscinas.
- Já participei de duas competições que o Cielo também nadou, mas nunca tive a oportunidade de conversar com ele. Fiquei feliz de saber que ele falou de mim quando quebrei o recorde. Gostaria muito de conhecê-lo.
Se os adversários costumam dar bastante trabalho nas piscinas, Matheus garante que a diabetes não atrapalha em nada seu desempenho dentro d'água.
- Já estou acostumado a lidar com isso e acho até que ela me ajuda a me preparar melhor e ser mais dedicado nos treinamentos - explicou o nadador, que toma quatro aplicações dirárias de insulina.
Fonte: www.globoesporte.globo.com
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Vídeo: CrossFit na Preparação de Atletas da NFL
Crossfit na Preparação Física de Atletas da NFL (Futebol Americano)
Vídeo: Treinamento de Atletas de Futebol Americano
Vídeo de Treinamento e Condicionamento Físico para atletas de Futebol Americano.
Força, Velocidade e Agilidade.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Reconheça e evite esses sete erros ao tratar uma dor de cabeça
Estresse físico e emocional, barulho, luminosidade excessiva, dormir pouco, jejum prolongado, consumo excessivo de álcool, gorduras, sedentarismo: todos esses são apenas alguns dos gatilhos mais comuns para a dor de cabeça. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia, cerca de treze milhões de brasileiros apresentam dores de cabeça diariamente.
A neurologista Thaís Rodrigues Villa, da Universidade de São Paulo (USP), explica que a grande maioria, infelizmente, costuma procurar atendimento médico apenas quando a dor de cabeça aparece com crises intensas e, principalmente, muito frequentes. Mas esse é apenas um dos equívocos quando o assunto é tratar a cefaleia. Veja outros sete erros e elimine a dor de cabeça junto com esses maus hábitos.
Automedicação
O uso excessivo de analgésicos, sem prescrição médica, pode transformar uma dor de cabeça esporádica em crônica, ou seja, quase diária. "Quanto mais se toma analgésicos, menos efeito eles fazem, o que pode fazer a pessoa procurar remédios mais potentes, ou aumentar sua dose, levando a um perigoso círculo vicioso de dor", explica a neurologista Thaís Rodrigues Villa. O uso excessivo de medicações analgésicas é hoje a principal causa da enxaqueca crônica. "Analgésicos são medicações necessárias e excelentes para o tratamento das crises de dor aguda - o problema é a forma indiscriminada com que são usados, sem um diagnóstico e orientação médica adequada", explica.
Ao procurar um médico para tratar a dor, muitos pacientes tem que ser "desintoxicados" de todos esses remédios. Ou seja, todos os medicamentos utilizados são suspensos, para que o tratamento que vai prevenir a dor crônica funcione.
Não prestar atenção na dor
Fazer um diário de dor de cabeça ajuda não apenas quem sofre com a dor, mas também seu médico a combater a cefaleia - uma vez que os diagnósticos da enxaqueca e da dor do tipo tensional se baseiam nos dados clínicos, ou seja, nas informações que o paciente trouxer à consulta. "Quanto mais detalhado melhor", orienta Thaís Rodrigues, que aconselha: "Deve-se anotar no diário os dias em que a dor acontece, sua duração, intensidade, sintomas associados, se houve uso de alguma medicação e a situação desencadeante da crise".
Manter os velhos hábitos
Junto com o diário da dor, você vai também acabar descobrindo quais situações fazem a sua dor se agravar e, com isso, poderá evitá-las. A neurologista Thaís Rodrigues Villa explica que inibir as crises é a base do tratamento da cefaleia. Mudar hábitos, conforme a orientação do seu médico, é o primeiro passo para acabar com o incômodo.
Não seguir o tratamento médico
Mesmo evitando os desencadeantes, algumas pessoas precisarão fazer um tratamento específico para prevenir que as crises ocorram. Ele é feito com medicações não analgésicas, prescritas pelo médico caso a caso, que vão ser tomadas diariamente por algum tempo. O neurologista José Geraldo Speciali, da Sociedade Brasileira para Estudos da Dor (SBED), explica que quando as crises são de baixa frequência - até duas vezes por mês - pode-se tomar analgésico apenas nos dias da crise. Mas se elas excedem essa frequência, há necessidade do tratamento preventivo por um tempo de, no mínimo, seis meses.
Tentar se diagnosticarThaís Rodrigues explica que é comum confundir os fatores desencadeantes (dormir mal, por exemplo) com as causas da cefaleia. "Identificar os gatilhos refere-se a descobrir quais fatores estão relacionados ao aparecimento das crises, mas quem vai diagnosticar e tratar a doença de base é o médico especialista, em geral neurologista, que deve ser procurado idealmente para um diagnóstico e tratamento corretos", orienta.
Conviver com a dor
A dor é um alerta de que algo está fora de ordem no seu corpo, eliminar esse sinal pode trazer consequências indesejadas. O neurologista José Geraldo Speciali conta que estudos demonstram que quem sofre de cefaleia frequente tem pior qualidade de vida em comparação com quem não convive com a dor. "E mais, os pacientes evitam situações importantes como contato social, reuniões familiares e processos seletivos em função da ansiedade, ou seja, o medo de assumir compromissos e não poder ir caso tenha uma crise nesse dia", conta.
Esperar a dor passar
Muita gente pensa que o melhor é esperar a dor de cabeça passar. Mas nem sempre isso funciona. Thaís Rodrigues explica que a dor de cabeça crônica tem tratamento. Ele é feito com medicações prescritas por um especialista - a maioria dessas medicações são tomadas via oral. Mas também existem outras opções, como a acupuntura, as orientações de rotina, como a alimentação adequada, e o exercício físico regular.
Fonte: www.minhavida.com.br
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Corpo são, mente sã
Postado por: Mundo
Verde em 31 de Outubro de 2012
Todo mundo deseja ter
uma velhice saudável, por dentro e por fora, não é verdade? Manter
a capacidade de pensar de forma ágil e se lembrar dos fatos é considerado ainda mais importante para quem
está na terceira idade do que ter um corpo enxuto e bonito. Mas,
você sabia que desenvolver a capacidade cardiorrespiratória dá mais anos de
vida útil à massa cinzenta?
Em 1970, o Instituto Nacional de Saúde americano começou a testar
o coração e os pulmões de quase 60 mil voluntários, separando-os em três grupos: o dos participantes de
preparo físico ruim, outro com os medianamente treinados e um último que
incluía detentores de um belo fôlego. Ao
longo das décadas, foram registrados 4.047 falecimentos, sendo 164 por
demências. “A maioria desses óbitos se concentrou no grupo de baixa capacidade
cardiorrespiratória”, revela a neurocientista Rui Liu, autora do trabalho.
Segundo ela, os exercícios incrementariam a circulação na cabeça, garantindo o
aporte de nutrientes aos neurônios.
Outros estudos mundo a fora comprovam mais benefícios das atividades físicas para o
cérebro humano. Na Universidade de Kyoto,
no Japão, pesquisadores descobriram que suar a camisa reduz, dentro da
cabeça, a formação das placas beta-amiloides, responsáveis pela doença de
Alzheimer. Segundo um trabalho recém-concluído pela Associação Americana
de Neurologia, pessoas na meia idade com IMC acima de 25 apresentam um
maior risco de desenvolver algum tipo de demência quando ficam mais
velhas. No estudo, cerca de 8 500 irmãos gêmeos foram pesados quando estavam na
meia idade e, trinta anos depois, submetidos a uma avaliação
neurológica.
Entre os que foram diagnosticados com doença de Alzheimer e demência vascular — aquela causada pelo entupimento de vários
vasinhos no cérebro —, 39% possuíam sobrepeso e 7% eram obesos por
volta dos 35 anos. Essa incidência foi 80% maior em relação às pessoas com
IMC abaixo de 25. A explicação deve estar nos problemas circulatórios que
normalmente afetam quem está fora do peso ideal.
Alimentação
Quem é obeso ou está com sobrepeso tem tendência a apresentar um aumento nos níveis de
colesterol, pressão e glicemia, o que compromete os vasos sanguíneos.
Quando a circulação é prejudicada, os vasos cerebrais também são atingidos e,
em caso de entupimento, deixam de irrigar os neurônios, facilitando
déficits cognitivos. Além disso, há indícios de que os mesmos
fatores por trás de males vasculares contribuam para o aparecimento do
Alzheimer, mal que afeta a memória, o raciocínio e a localização no espaço.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
FDA faz avaliação sobre dois novos medicamentos para controle de peso
The New England Journal of Medicine publica entrevista com o Dr. Jerry Avorn sobre a recente aprovação de dois medicamentos para perda de peso pelo Food and Drug Administration (FDA). Devido a uma complexa interação entre fatores genéticos, ambientais e culturais, a obesidade atingiu proporções epidêmicas nos Estados Unidos. As consequências adversas da obesidade para a saúde são múltiplas, envolvendo potencialmente todos os principais órgãos e contribuindo para a redução da qualidade de vida. O objetivo de todas as terapias antiobesidade é o balanço energético negativo. Medicamentos têm sido muito utilizados na tentativa de alcançar este objetivo, no entanto, o uso de promissoras medicações para a perda de peso tem sido abandonado por causa de efeitos tóxicos graves, tais como:
- Aminorex causou hipertensão pulmonar.
- Fenfluramina e a dexfenfluramina, valvulopatia.
- Fenilpropanolamina, acidente vascular cerebral.
- Rimonabanto, ideação e comportamento suicidas.
- Sibutramina, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.
A remoção da sibutramina do mercado deixou o Orlistat como o único medicamento aprovado para o tratamento a longo prazo da obesidade.
Foi com essa história conturbada e a inegável necessidade de encontrar um medicamento eficaz e seguro para auxiliar a perda de peso, que o FDA aprovou recentemente duas novas drogas, complementares a uma dieta de baixa caloria e ao aumento da atividade física, para o manejo crônico da perda de peso em adultos obesos (definidos como tendo um índice de massa corporal ≥ 30 kg/m² ou adultos com sobrepeso que tenham IMC ≥ 27 kg/m²) com pelo menos uma condição médica coexistente relacionada à obesidade, tais como hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2 ou dislipidemia.
O Belviq (cloridrato de lorcaserin, da Arena Pharmaceuticals) é um agonista seletivo do receptor da serotonina (5-hidroxitriptamina) 2C (5-HT2C) no cérebro. O Qsymia (fentermina e topiramato de liberação prolongada, daVivus) é uma combinação de dose fixa de uma amina simpatomimética fentermina, que é um agente anorexígeno, e um medicamento antiepiléptico, o topiramato. Ambos os medicamentos reduzem o apetite e, em algumas pessoas, induzem um balanço negativo de energia.
Em um ano de ensaios clínicos controlados com placebo em que todos os participantes receberam instrução quanto à modificação do estilo de vida, o lorcaserin e a combinação de fentermina e topiramato mostraram preencher os critérios para uma perda de peso clinicamente significativa. E, em comparação com a administração de placebo, o tratamento com as medicações geralmente estão associados a alterações numericamente mais favoráveis em parâmetros cardiometabólicos e antropométricos (por exemplo, pressão sanguínea, HDL colesterol e a circunferência abdominal). Ambas as drogas também melhoraram os níveis dehemoglobina glicada em participantes com excesso de peso e obesos com diabetes tipo 2.
A princípio foram identificadas algumas preocupações de segurança sobre o lorcaserin, como um aumento daincidência de vários tipos de tumores em ratos - entre eles, os tumores mamários e do cérebro - e um desequilíbrio numérico na incidência de valvulopatia. A preocupação com o potencial de lorcaserin para aumentar o risco de câncer de mama em humanos diminuiu depois que os dados sobre os tumores mamários em ratos foram reavaliados por um painel de cinco patologistas independentes que, com quase unanimidade, categorizaram os tumores como menos malignos do que as leituras anteriores e iniciais. Um estudo clínico, demonstrando que apenas uma pequena fração da dose administrada de lorcaserin entra no sistema nervoso central, indicou que havia uma grande margem de segurança em seres humanos e as preocupações sobre os tumores cerebrais foram dissipadas.
Os medicamentos para perda de peso fenfluramina e dexfenfluramina foram retirados do mercado em 1997 por uma associação com valvulopatia cardíaca. Pesquisas subsequentes indicaram que a ativação de receptores nas células intersticiais cardíacas por medicamentos (5-HT2B) era menos provável que o mecanismo responsável pela valvulopatia. Com base nos dados ecocardiográficos de mais de 5.200 participantes que receberam lorcaserin ou placebo acima de um ano, o risco relativo de valvulopatia em participantes tratados com lorcaserin, em comparação com aqueles que receberam placebo, foi de 1,16 (95% intervalo de confiança, 0,81-1,67). Considerado isoladamente, o aumento de 16% no risco relativo devalvulopatia, embora não estatisticamente significativo, foi de alguma preocupação. No entanto, os dados obtidos em ensaios de receptores in vitro indicaram que lorcaserin tem uma seletividade muito maior para o receptor 5-HT2C do que para o receptor 5-HT2B e não deve, na dose clinicamente recomendada, esperar-se que ele ative o receptor de 5-HT2B. Por conseguinte, com base nos dados destes e de outros estudos, o FDA concluiu que é improvável que o lorcaserin aumente o risco de valvulopatia em seres humanos.
Preocupações potencialmente graves de segurança com a associação fentermina e topiramato de liberação prolongada incluíram teratogenicidade e elevação da frequência cardíaca de repouso. Dados preliminares que sugeriram que as mulheres que receberam topiramato durante a gravidez estavam mais propensas a terbebês nascidos com uma fenda orofacial foram corroborados por estudos farmacoepidemiológicos adicionais. Assim, a aprovação de fentermina e topiramato exigiu uma avaliação de risco e estratégia de mitigação (REMS). A REMS incluiu uma guia da medicação, uma brochura para o paciente e um programa de treinamento formal para os prescritores, os quais informavam os pacientes e prescritores do risco de teratogenicidade e sublinhavam a necessidade de mulheres com potencial reprodutivo usarem formas eficazes de contracepção. A REMS também permitia somente farmácias certificadas a dispensar esta medicação, além de melhorar a distribuição de materiais informativos para os pacientes e de maximizar a formação do médico.
O tratamento com fentermina e topiramato em doses de 7,5 mg e 15 mg/46 mg/92 mg foi associado a aumentos médios da frequência cardíaca de 0,6 batimentos por minuto (bpm) e 1,6 bpm, respectivamente, em comparação com o placebo. No entanto, os participantes do estudo tratados com estas doses apresentaram maiores reduções médias na pressão arterial do que os participantes que receberam placebo. Levando-se em conta a magnitude da perda de peso e as mudanças favoráveis na pressão arterial, o FDA concluiu que a relação risco x benefício foi positiva e apoiou a aprovação de fentermina mais topiramato de liberação prolongada. A bula do medicamento recomenda o monitoramento da frequência cardíaca e o não uso desta medicação em pacientes com história recente de doença cardíaca ou cerebrovascular, uma vez que o seu uso nestes pacientes não foi estudado.
Além das preocupações de segurança descritas acima, lorcaserin pode aumentar o risco de doenças psiquiátricas, cognitivas e levar a efeitos adversos serotoninérgicos. Fentermina e topiramato podem levar a efeitos adversos tais como aumentar o risco de acidose metabólica, glaucoma, doenças psiquiátricas e cognitivas.
O FDA reconhece que não há mais a aprender sobre essas drogas. Para garantir que outros dados relevantes sejam obtidos, a agência está exigindo que os fabricantes dos medicamentos realizem uma série de testes após a aprovação clínica. Um dos requisitos para ambas as drogas é uma avaliação rigorosa e de longo prazo sobre a segurança cardiovascular em pacientes com sobrepeso e obesidade.
O FDA está ciente da preocupação com o uso sem indicação de lorcaserin ou de fentermina com topiramato por consumidores que querem perder alguns quilos por razões estéticas, uma vez que estas drogas são associadas a riscos potencialmente graves e destinam-se a serem usadas por longo prazo. É importante que a sua utilização seja limitada a pacientes para os quais ela é mencionada. Além disso, os médicos e os pacientes devem seguir as recomendações das bulas relativas à resposta dos pacientes. Com base nas análises do FDA, foi determinado que, se depois de 12 semanas de tratamento com lorcaserin, um paciente não perdeu pelo menos 5% do peso corporal inicial, o uso do medicamento deve ser interrompido, uma vez que é pouco provável que ele vá atingir uma perda de peso significativa com a continuação do tratamento. De modo semelhante, se ao fim de 12 semanas de tratamento com fentermina e topiramato na dose de 7,5 mg mg/46, um paciente não perdeu pelo menos 3% do peso inicial, a droga deve ser descontinuada ou a dose deve ser aumentada. Se a última opção é escolhida e o doente não perder pelo menos 5% do peso inicial, durante um período adicional de 12 semanas de tratamento, o medicamento deve ser interrompido, uma vez que o paciente provavelmente não irá perder peso de maneira significativa com a continuação do tratamento.
Como ocorre com qualquer medicação recém-comercializada, pode haver benefícios e riscos associados ao uso de lorcaserin ou de fentermina e topiramato ainda desconhecidos. No entanto, com base nos dados disponíveis, o FDA determinou que estas duas drogas têm perfis favoráveis de risco versus benefício para o controle de peso em alguns pacientes obesos ou com sobrepeso.
NEWS.MED.BR, 2012. FDA faz avaliação sobre dois novos medicamentos para controle de peso. Disponível em: . Acesso em: 31 out. 2012.
sábado, 20 de outubro de 2012
Vídeo com portadores de leucemia já tem 135 mil acessos
Funcionários do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, incentivam a doação de medula óssea com uma ajudinha da internet
Publicado em 18/10/2012 | KAMILA MENDES MARTINS
Ao som do refrão “What doesn’t kill you make you stronger” (O que não te mata te faz mais forte – em tradução livre), do hit “Stronger”, pacientes, pais, médicos e funcionários do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, fizeram um vídeo para estimular o transplante de medula óssea no Brasil. Publicado na última segunda-feira no Youtube, em menos de 48 horas ele já tinha sido visto por mais de 26 mil pessoas. Nesta sexta-feira (19/10) de manhã, mais de 135 mil acessos haviam sido contabilizados.
O refrão da música da cantora Kelly Clarkson é contagiante e, depois de assistir aos pacientes dançando, sorrindo e entoando a canção, é impossível ficar indiferente.
Quem teve a ideia foi Hermes Lima Ribeiro, voluntário no processo de transporte de medula óssea de outros países para o Brasil e irmão do hematopediatra do Hospital Nossa Senhora das Graças, Lisandro Lima Ribeiro. “Eu estava em Nova York justamente para trazer a medula coletada de um doador. Lá tocava essa música no rádio o tempo todo. Quando voltei ao Brasil, resolvi pesquisá-la na internet, e o primeiro resultado da busca foi um vídeo produzido pelo pessoal do Children’s Hospital em Seattle, feito pelas crianças lá internadas”, conta Hermes.
O irmão comprou a ideia, e os dois conseguiram o apoio da diretoria do hospital. Convencer pais, funcionários e pacientes a participar foi fácil. Com o objetivo de estimular as pessoas a serem doadoras de medula óssea e ao mesmo tempo mostrar que é possível encarar a doença sempre com alegria, eles abraçaram a causa e se tornaram atores por uma semana.
Disponibilidade
Quem teve a ideia foi Hermes Lima Ribeiro, voluntário no processo de transporte de medula óssea de outros países para o Brasil e irmão do hematopediatra do Hospital Nossa Senhora das Graças, Lisandro Lima Ribeiro. “Eu estava em Nova York justamente para trazer a medula coletada de um doador. Lá tocava essa música no rádio o tempo todo. Quando voltei ao Brasil, resolvi pesquisá-la na internet, e o primeiro resultado da busca foi um vídeo produzido pelo pessoal do Children’s Hospital em Seattle, feito pelas crianças lá internadas”, conta Hermes.
O irmão comprou a ideia, e os dois conseguiram o apoio da diretoria do hospital. Convencer pais, funcionários e pacientes a participar foi fácil. Com o objetivo de estimular as pessoas a serem doadoras de medula óssea e ao mesmo tempo mostrar que é possível encarar a doença sempre com alegria, eles abraçaram a causa e se tornaram atores por uma semana.
Disponibilidade
O doutor Lisandro ressalta que, além de conscientizar as pessoas sobre a importância de se tornar um doador, é importante entender que é essencial que permaneçam como tal. “Acontece muito de pessoas que estão enfrentando o problema na família se cadastrarem no banco. Porém, depois que o familiar se cura, elas desistem de doar para outros. Já houve caso de encontrarmos um doador 100% compatível que depois se tornou indisponível, impossibilitando o procedimento. Imagine a frustração.”
Gravações
As quatro noites de gravação foram um acontecimento na vida dos pacientes. “A rotina deles é de tratamento, de medicação, de consultas. O vídeo fez com que eles se animassem e se divertissem durante a produção”, diz o psicólogo do hospital José Roberto Figueiredo Palcoski. “Notamos uma melhora da autoestima, da aceitação ao tratamento e a permanência no hospital. Há pacientes que chegam a ficar internados por 40 dias.”
Para a estudante de Odontologia Isabella Matumoto, de 19 anos, o vídeo foi especial. Ela descobriu que tinha leucemia há quatro anos e, durante três, fez o tratamento. A doença entrou em estado remissivo e por 10 meses a garota não precisou tomar medicamentos. Mas o problema voltou e agora ela terá de fazer um transplante de medula óssea. Como ninguém de sua família era compatível, foi preciso recorrer ao Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea. Felizmente ela já encontrou alguém que poderá salvar sua vida. “Eu não sei nada sobre essa pessoa. Mas já a amo muito. Como diz o ditado, ela está fazendo o bem sem olhar a quem.”
As lutas da vida real
Brincadeira
Careca
Isabella Matumoto, 19 anos (foto), encontrou no banco de doadores de medula óssea alguém compatível com ela e em breve poderá passar pelo procedimento. Ela não sabe seu nome, endereço, raça, idade ou sexo, mas espera que em dois anos (tempo em que nem doador nem receptor podem entrar em contato um com o outro) possa conhecê-lo. Ela havia decidido não participar do vídeo por não ter “assumido” a careca. Seu pai, Francisco Matumoto, resolveu substituí-la e ela se emocionou. “Agora vejo minha careca e tenho orgulho. Espero que o vídeo ajude muita gente”, conta.
Nossa missão é ajudar
Dois objetivos
Daniel Ansay, 30 anos - Após passar a sentir muito cansaço, Daniel Ansay, 30 anos, decidiu começar a praticar exercícios para melhorar seu condicionamento físico. Quando fez os exames recomendados, a leucemia foi detectada. Depois do choque inicial, Daniel passou a fazer o tratamento quimioterápico, hoje a doença já está controlada e ele recebeu alta. Mesmo não tendo precisado de transplante de medula, seus quatro irmãos fizeram os testes de compatibilidade e nem um poderia ser doador. Isso significa que, se no futuro ele tiver de fazer um transplante, precisará encontrar alguém cadastrado no banco de medula óssea. “Quando me convidaram para participar do vídeo, eu já estava em alta, mas aceitei na hora. Essa foi uma grande oportunidade para duas coisas: a primeira mostrar para quem sofre com o problema que há outras pessoas na mesma situação e estão lidando com isso sempre com muita força. E a segunda foi divulgar a importância de ser um doador de medula.”
A ajuda veio da Alemanha
Noah de Brito Nadalini, 1 ano e 3 meses - Aos 10 meses de idade, Noah de Brito Nadalini foi diagnosticado com leucemia. Como seu caso era grave, o bebê precisava o quanto antes de um transplante de medula óssea. Felizmente, em apenas quatro meses veio a notícia de que havia um cordão umbilical compatível na Alemanha. O material veio para o Brasil, e há três semanas, pouco tempo depois de Noah e seus pais terem participado das gravações do vídeo, ele foi submetido ao transplante. “Fizemos questão de participar do vídeo com o Noah. Nós já temos um blog, no qual divulgamos toda a história dele e incentivamos as pessoas a serem doadoras. Muita gente conta que depois que leu o blog resolveu se cadastrar no banco de doadores de medula óssea”, diz a mãe dele, Camila Brito Nadalini. O menino agora está bem, mas continua internado de forma isolada porque sua imunidade está muito baixa. “Por enquanto só meu marido e eu ficamos com ele. Os cuidados são muito intensos nessa fase, mas acredito que em três semanas possamos ir todos para casa.”
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Exercício pode ajudar pacientes com câncer a ter mais qualidade de vida
Data do artigo: 12 de outubro de 2012
Um estilo de vida que inclui a atividade física pode ser benéfica para todos praticamente, não importa a sua idade, e como especialistas já sabem, mesmo que tenham câncer. Ao mesmo tempo, pacientes com câncer, especialmente nas fases avançadas, foram muitas vezes recomendados por seus médicos a descansar e limitar o seu exercício. Mas novas pesquisas têm demonstrado que o exercício não só é seguro e possível durante o tratamento do câncer, mas que também podem reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
A maioria dos pacientes com câncer que recebem quimioterapia e radiação tem fadiga, um cansaço grave que não melhora com o descanso. Isso muitas vezes leva a uma falta de atividade física, que por sua vez provoca fraqueza muscular e diminuição da amplitude de movimento. Iniciar um programa de exercício pode quebrar este ciclo, reduzindo a fadiga e ajudar os pacientes realizar atividades diárias normais. Sempre verifique com seu médico, no entanto, antes de iniciar qualquer rotina de exercícios, para se certificar de que é seguro para você.
Como o exercício pode ajudar
- Melhorar o equilíbrio
- Fortalecer os músculos, ou manter a massa muscular
- Diminuir o risco de doença cardíaca
- Diminuir o risco de enfraquecer os ossos
- Diminuir o risco de coágulos de sangue
- Diminuir a dependência de outras pessoas para executar tarefas diárias
- Melhorar a auto-estima e menor risco de ansiedade e depressão
- Diminuir náusea
- Diminuir a fadiga
- Ajuda a controlar o peso
Perguntas a fazer ao seu médico
Mesmo que o exercício é bom para a maioria dos pacientes com câncer, vários pacientes não recebem qualquer atividade física regular além de suas atividades diárias habituais. A pesquisa mostrou que os pacientes são mais propensos a exercer se eles têm instrução específica para fazê-lo de seu médico. Pacientes e seus cuidadores devem perguntar ao médico ou a equipe médica sobre o tipo de exercício que é certo para eles.
- Perguntar se você tem algum fator de risco, ou estão se toma algum medicamento que possa interferir com um programa de exercícios.
- Perguntar se está tudo bem para beber mais líquidos durante o exercício.
- Pergunte se determinados tipos de exercícios são mais seguros ou melhor para você do que outros.
- Pergunte se ele é seguro para você se exercitar acima de um nível moderado de esforço (cerca de tanto esforço quanto uma caminhada rápida).
- Pergunte se existem quaisquer sinais de aviso que você deve procurar no exercício, o que indicaria que você deve parar.
Dicas para se exercitar com câncer
O objetivo do exercício durante o tratamento do câncer é para ajudar a manter a sua resistência, força, flexibilidade e capacidade de fazer as coisas que você precisa e quer fazer. As pessoas que foram utilizados para o exercício antes de serem diagnosticados com câncer, muitas vezes tem que reduzir a quantidade e a intensidade de seu programa. Pessoas que são novas para o exercício deve começar devagar e descansar com freqüência.
- Fazer alguma atividade todos os dias, mesmo que seja apenas por alguns minutos.
- Criar uma rotina diária, que permite que a atividade quando você está sentindo o seu melhor.
- Tente incluir a atividade física que usa grandes grupos musculares (coxas, abdômen, peito e costas).
- Tente incluir exercícios que utilizam resistência ou pesos leves.
- Tente incluir trechos, o que aumenta sua flexibilidade e manter a sua amplitude de movimento.
- Exercício moderado. Este não é o momento de realizar exercícios difíceis. Descanse quando você precisar.
- A menos que você seja indicado o contrário, comer uma dieta equilibrada, que inclui proteínas, e beber muita água.
Mais uma vez, não se esqueça de falar com seu médico antes de iniciar qualquer nova rotina de exercícios.
Saiba mais sobre segurança exercitar durante o tratamento do câncer no documento, Atividade Física e do paciente com câncer .
Avaliado por: Membros da equipe de Conteúdo ACS Medical
Fonte: www.cancer.org
Câncer de mama possui chances de cura se detectado no início
No mês de outubro acontece a campanha mundial voltada à prevenção do câncer de mama, o Outubro Rosa. Esta iniciativa partiu dos familiares da norte-americana Susan Komen, que teve câncer de mama aos 33 anos e faleceu três anos depois. Eles fizeram uma fundação com intuito de orientar as pacientes, investir em educação, rastreamento, diagnóstico, pesquisas e tratamento da doença.
O principal risco para o câncer de mama é ser mulher, mas a doença também pode ocorrer em homens. No entanto, a proporção de incidência é menor: um homem para cada 100 mulheres, característica que confirma que os hormônios têm relação íntima com o câncer de mama. A idade também é um fator influente para o aparecimento da doença. A partir dos 40 anos a incidência começa a aumentar, com pico entre 55 a 65 anos. O risco genético corresponde entre 5 a 10% dos casos e se expressam em pacientes mais jovens.
A prevenção primária tem relação, principalmente com estilo de vida da pessoa, como no controle do peso, especialmente na pós-menopausa, consumo de bebidas alcoólicas, alimentos e a realização de exercícios físicos. Para o ginecologista do H9J, Dr. Fabio Laginha, a adoção de hábitos saudáveis pode diminuir as chances de ter a doença em até 28%.
É no diagnóstico precoce que se encontra o maior percentual de cura. Para isto, é necessário investir na educação dos pacientes e profissionais da saúde. “O exame principal é a mamografia e deve ser feita na população em geral a partir dos 40 anos anualmente. Quando existem casos na família, o ideal é iniciar este rastreamento bem antes dos 40 anos. Os exames de ultrassonografia e ressonância magnética são necessários para complementar a mamografia”, alerta o médico.
O autoexame e palpação também são importantes e devem ser realizados para que a paciente se conheça e aprenda a avaliar as mudanças e características das mamas relacionadas aos ciclos menstruais e idade. Estes exames têm a função de fazer com que pacientes fora da faixa de idade comum de rastreamento possam perceber alterações. No entanto, estas práticas só detectam nódulos grandes que já não são mais considerados como diagnóstico precoce.
O câncer de mama é uma doença muito heterogênea e com diversos graus de desenvolvimento, característica que faz com que os tratamentos sejam diferentes para cada paciente, de acordo com idade e risco, que devem ser avaliados por uma equipe multidisciplinar. Os principais tratamentos são: cirurgias e radioterapia (para o controle local e regional da doença), quimioterapia, hormonioterapia (tratamento sistêmico) e as mais novas terapias alvos para tumores que expressam fatores de maior risco para a paciente. “A evolução tem sido concreta com cirurgias cada vez menos mutiladoras e mais conservadoras, quimioterápicos e radioterapia que causam menos sequelas e prolongam a vida das pacientes”, explica Dr. Laginha.
Para todo este conjunto de ações, do rastreamento ao tratamento, é preciso trabalhar em equipe multidisciplinar de médicos enfermeiras fisioterapeutas e psicólogos com educação continuada. A recuperação da paciente é possível e a principal medida é a descoberta precoce.
Não se esqueça, o câncer de mama tem cura!
Atividade Física reforça sistema imunológico contra o câncer
Pesquisa aponta que a prática de exercícios em pessoas saudáveis ou pro pacientes curados combate o aparecimento da doença
Por Globoesporte.com
Estados Unidos
Pesquisa realizada pelo Centro Médico da Universidade de Nebrasca, nos Estados Unidos, revela que a prática de exercícios físicos reduziu as chances de reaparecimento da doença em pacientes curados de câncer através da quimioterapia. De acordo com os autores do estudo, a atividade física deixa mais forte os linfócitos T, células que pertencem a um grupo de glóbulos brancos do sangue que são os principais agentes da imunidade celular. Por conta dessa "força extra", as possibilidades de surgimento de algum tipo de câncer secundário caíram nos sobreviventes.
Para chegar a essa conclusão, a equipe de pesquisadores da instituição norte-americana, liderada pela doutora Laura D. Bilek, convidou um grupo de 16 ex-portadores de câncer para participar de um programa de atividades físicas com a duração de 12 semanas. Durante esse período, os voluntários curados através da quimioterapia seguiram um plano de atividades físicas elaborado para cada um, englobando exercícios cardiovasculares, de flexibilidade, postura e equilíbrio, além de força e resistência.
Ao fim do período de estudo, amostras individuais de sangue coletadas no início, durante e ao término da experiência foram comparadas, e os especialistas verificaram que grande parte das células que atuam no sistema imune tiveram seu processo de envelhecimento (conhecido como senescência) revertido, tornando-as mais eficazes no combate da doença e infecções.
Para a doutora Laura D. Bilek, a pesquisa não só enfatiza as vantagens do exercício para pacientes com câncer e sobreviventes da doença, mas também demonstra como ela pode beneficiar indivíduos saudáveis.
- Há uma longa lista de benefícios positivos do exercício. Se o exercício de fato fortalece o sistema imunológico e, potencialmente, melhora o combate ao câncer, isso é mais uma coisa que devemos informar aos pacientes, orientando-os a praticar regularmente uma atividade física, tornando isso uma prioridade em sua vidas - conclui Laura D. Bilek.
Ao fim do período de estudo, amostras individuais de sangue coletadas no início, durante e ao término da experiência foram comparadas, e os especialistas verificaram que grande parte das células que atuam no sistema imune tiveram seu processo de envelhecimento (conhecido como senescência) revertido, tornando-as mais eficazes no combate da doença e infecções.
Para a doutora Laura D. Bilek, a pesquisa não só enfatiza as vantagens do exercício para pacientes com câncer e sobreviventes da doença, mas também demonstra como ela pode beneficiar indivíduos saudáveis.
- Há uma longa lista de benefícios positivos do exercício. Se o exercício de fato fortalece o sistema imunológico e, potencialmente, melhora o combate ao câncer, isso é mais uma coisa que devemos informar aos pacientes, orientando-os a praticar regularmente uma atividade física, tornando isso uma prioridade em sua vidas - conclui Laura D. Bilek.
Fonte: www.globoesporte.globo.com
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