sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Todo Guerreiro


"Todo guerreiro ja ficou com medo de entrar em combate....
Todo guerreiro já perdeu a fé no futuro.
Todo guerreiro já trilhou um caminho que não era dele.
Todo guerreiro já sofreu por bobagens.
Todo guerreiro já achou que não era guerreiro.
Todo guerreiro já falhou em suas obrigações.
Todo guerreiro já disse "SIM" quando queria dizer "NÃO".
Todo guerreiro já feriu alguém que amava.
Por isso é um guerreiro; porque passou por estes desafios, e não perdeu a esperança de ser melhor do que era."
Paulo Coelho

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Análise anatômica e eletromiográfica dos exercícios de leg press, agachamento e stiff

Leg Press
Agachamento
Stiff
Por Daniel Teixeira Maldonado, Miliana de Carvalho, Katia Brandina e Eliane Florêncio Gama.


O objetivo deste estudo foi analisar as abordagens anatômica (descrita nos livros e revistas de musculação) e eletromiográfica dos exercícios de leg press, agachamento e stiff, por meio de revisão da literatura. Muitos livros e revistas de musculação mostram análises simples da ação muscular baseadas apenas na anatomia muscular. Já a análise eletromiográfica descreve com mais detalhes a atividade elétrica do músculo nos mesmos exercícios. 

Sendo assim, os profissionais de educação física devem ter conhecimento profundo da anatomia muscular e da atividade elétrica do músculo durante os diferentes exercícios de musculação para oferecer maiores possibilidades de planejamento do treinamento.


Leia o artigo completo em PDF aqui: ftp://ftp.usjt.br/pub/revint/151_53.pdf

Imvestigações sobre o controle neuromotor do músculo reto do abdome




O músculo reto do abdome é um importante músculo da parede abdominal, responsável pela estabilização e função da coluna, tanto em atividades atléticas quanto em atividades cotidianas. Entretanto, pouco se conhece sobre o controle neuromotor de tal  estrutura em atividades voluntárias, como os exercícios abdominais, e como as diferentes tarefas agem na ativação segmentada das porções musculares do músculo reto do abdome.

Em geral, a presente dissertação teve como objetivo investigar o controle neuromotor do músculo reto do abdome em diferentes tarefas voluntárias através de quatro experimentos. O primeiro experimento teve como objetivo descrever as características morfológicas do músculo reto do abdome, em particular sua área de secção transversa, ao longo do comprimento longitudinal 
do músculo, utilizando as imagens do Projeto Homem Visível da National Library of Medicine. O segundo experimento objetivou o mapeamento dos pontos motores para cada porção muscular. O terceiro experimento investigou o controle neuromotor das diversas porções musculares em tarefas isométricas de baixa intensidade. E por fim, o quarto experimento investigou o comportamento das porções musculares em diferentes tarefas isométricas em condição de fadiga neuromuscular.

Baseado nos experimentos apresentados neste estudo pode-se concluir que o músculo reto do abdome é uma estrutura extremamente complexa em sua arquitetura, sendo 
caracterizada por diversas porções musculares que se interconectam através de aponeuroses tendíneas, onde, provavelmente nenhuma fibra muscular atravesse suas porções. Devido a tal consideração, supõe-se que o controle das diversas porções, por sua independência anatômica, dependa de um aporte nervoso diferenciado para o controle motor. Assim, podem-se definir pelo menos um nervo para cada porção em ambos  os ventres. Devido a tais considerações, se torna plausível considerar um controle neuromotor diferenciado de cada porção muscular, mas os experimentos relacionados à ativação muscular de baixa intensidade mostram um controle central compartilhado por todos os ventres e um ganho associado à tarefa para cada porção de forma distinta.

Os resultados do experimento 
de indução de fadiga demonstraram diferenças no espectro, mostrando diferenças no controle neuromuscular em função das tarefas, mas não apresentou diferenças na análise temporal. Conclui-se,  então, que existe uma ativação seletiva para cada porção muscular, embora não se consiga  ativar apenas uma região do ventre muscular, em função do controle central associado. Deste modo, parece que a alteração da tarefa possui valor na alteração da ênfase para cada porção muscular, mas questiona-se o valor deste ganho para objetivos relacionados à força ou hipertrofia muscular.

Leia o artigo completo em PDF aqui: http://ebm.ufabc.edu.br/publications/md/marchetti05.pdf

domingo, 2 de dezembro de 2012

Nike: Encontre Sua Grandeza "Destino"


Faz tempo que a gente fala que Deus é brasileiro.E que não é a gente que traça o nosso destino. A real é que grandeza não é um presente que cai no colo.Porque grandeza não vem de cima.Vem do nosso esforço.Do nosso suor. 


Comercial muito bacana da Nike. Um tanto quanto inspirador. Maior a força que está dentro de nós do que a que está no mundo.

sábado, 1 de dezembro de 2012

AIDS e Atividade Física

Após o surgimento dos primeiros casos da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS), no início da década de 80, acreditou-se por muitos anos que o repouso e a preservação das reservas energéticas, evitando-se a prática de atividades físicas fosse o procedimento mais recomendável para portadores da doença. Isto se justificava em virtude da grande perda de peso observada, levando a crer que a prática de exercícios físicos agravaria o processo de emagrecimento. Da mesma maneira, existia a crença de que o desgaste físico provocado pelos exercícios diminuiria a resistência do paciente, facilitando o avanço do agressivo vírus HIV sobre o sistema imunológico, permitindo assim o aparecimento de doenças oportunistas, provocado pela baixa resistência imunológica.

O Diretor Executivo do CREF7/DF-GO-TO, Arlindo Pimentel (CREF 001714-G/DF), membro do Grupo de Pesquisa em Saúde Pública e HIV/AIDS do Hospital das Forças Armadas de Brasília, indica que estudos científicos mais recentes, todavia, apontam para uma direção totalmente contrária. Segundo ele, hoje, o entendimento no meio científico é o de que a prática regular de exercícios físicos não só é recomendável, como imprescindível, no auxílio ao tratamento dos portadores de HIV/AIDS, em praticamente qualquer estágio da síndrome. Ele acrescenta que, caso o praticante soropositivo estiver sofrendo de vertigens ou mal estar, a carga deve ser diminuída até que os sintomas também diminuam. Se houver a presença de febre, deve-se suspender o treinamento até que a mesma desapareça.

Com avaliação e acompanhamento médico, a prescrição, por um profissional de Nutrição, de uma dieta que vise a compensar e preparar o organismo para a prática de atividades físicas mais intensas e o planejamento de um programa criterioso de exercícios físicos, por um Profissional de Educação Física, o portador de HIV/AIDS só tem a ganhar, não apenas em termos objetivos de melhoria do estado geral de saúde, como também em aspectos subjetivos de qualidade de vida e integração social, explica Pimentel.

Os exercícios físicos indicados para os portadores de HIV/AIDS, de modo geral, são os aeróbicos e de resistência muscular localizada. Por este motivo, a Musculação é considerada a modalidade mais recomendada para os portadores da síndrome, até mesmo pela própria facilidade de monitoramento das condições gerais do praticante. Devem ser associados também exercícios de alongamento e flexibilidade, bem como exercícios que objetivem o incremento do equilíbrio e da percepção e inteligência cinestésicas, explica o Profissional.

Segundo ele, para os soropositivos, o programa de exercícios deve ser sempre individualizado, com metas e limites claramente definidos, associado a um monitoramento constante e igualmente programado programa de monitoramento. Também a observação da relação carga e repouso deve ser extremamente respeitada, pois o portador de HIV/AIDS não pode se sujeitar aos indesejáveis efeitos do sobretreinamento (overtraining).

Em alguns casos, o uso de esteróides anabólicos para portadores do HIV, associado à prática de exercícios tem sido recomendado, desde que prescritos exclusivamente através de critério médico e, mesmo assim, ainda há carência de estudos que indiquem até que ponto os benefícios podem justificar a adoção de tal medida, explica o Profissional. Ele acrescenta que, caso o praticante soropositivo estiver sofrendo de vertigens ou mal estar, a carga deve ser diminuída até que os sintomas também diminuam. Se houver a presença de febre, deve-se suspender o treinamento até que a mesma desapareça.

No que tange a desportos em geral, deve-se apenas evitar a prática de esportes que possam mais facilmente provocar lesões, cortes e traumatismos, pois qualquer acidente é sempre arriscado para o soropositivo. De todo modo, desde que se observem as devidas medidas de segurança e que sejam respeitadas as limitações relativas à intensidade e à duração das sessões de treinamento, não há esportes contra-indicados para os soropositivos, à exceção do Boxe, devido à grande possibilidade de sangramentos e ao constante contato físico dos lutadores, conclui o Diretor Executivo do CREF7/DF-GO-TO.

Em diversos países, inclusive no Brasil, desenvolvem-se cada vez mais políticas públicas e programas de saúde voltados para o estímulo e apoio à prática de exercícios físicos pelos soropositivos. Neste cenário, é essencial o papel do Profissional de Educação Física como único agente de saúde capacitado para a aplicação segura de um programa de treinamento adequado. Portanto, da mesma maneira que a prática de exercícios físicos é importante para qualquer pessoa, como meio de promoção da saúde e da qualidade de vida, o mesmo se aplica aos portadores de HIV/AIDS, constituindo uma importante ferramenta para sua longevidade e suas capacidades biológica, psicológica e social.

Apenas a título de observação, lembramos que os linfócitos são um importante grupo de células em nosso sistema imunológico e se dividem em duas categorias: os linfócitos B e os linfócitos T.

Os linfócitos B protegem o corpo contra os micróbios, fabricando substâncias chamadas anticorpos, que vão colar-se ao micróbio, impedindo-o de agir. Entre os linfócitos, há os chamados de T4 (também chamados CD4), que são os responsáveis por alertar o sistema imunológico que é necessário se defender. Sem estarem avisados pelos linfócitos T4, os linfócitos B não funcionam. O vírus HIV ataca justamente os linfócitos T4 (CD4). Daí porque o aumento da produção de tais células, advinda da prática de exercícios físicos é de suma importância para o soropositivo.

BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA DO SOROPOSITIVO


Objetivos (Físicos)

Ganho de força muscular: A infecção pelo vírus do HIV pode levar à perda de força e resistência muscular, além de afetar as funções neuromusculares, gerando inclusive problemas de perda de equilíbrio, o que pode ser combatido através de um trabalho específico de exercícios físicos.

- Aumento da massa magra, gerando ganho de peso pela hipertrofia muscular e melhor proporção estética.
- Aumento do Apetite e conseqüente melhora na digestão.
- Melhora nos padrões de sono: O relógio biológico se torna mais regulado.

Melhora na aptidão cardiovascular: A infecção pelo HIV diminui a capacidade aeróbica e gera sensação de fadiga. O ganho de condicionamento físico pode aliviar consideravelmente tais efeitos.

Combate à síndrome da lipodistrofa: O coquetel de medicamentos utilizado no combate ao vírus provoca, como efeito colateral, uma redistribuição da gordura corporal, conhecida como Lipodistrofa, caracterizada pelo aumento do volume da cintura, um afinamento acentuado das extremidades (membros inferiores, membros superiores e cintura escapular), uma diminuição da gordura subcutânea com aumento da gordura visceral e sanguínea (aumentando as taxas de colesterol e triglicerídeos), o encovamento facial e o surgimento de uma bolsa de gordura atrás da região cervical, denominada cor-cova de búfalo (bufalo hump). A prática regular de exercícios físicos tem se revelado como um importante instrumento no combate a tais efeitos, com resultados extremamente animadores.

Fortalecimento do sistema imunológico: Já é cientificamente comprovado que os exercícios físicos também aumentam o número de linfócitos T ou CD4, o que permite ao sistema imunológico responder melhor às doenças oportunistas que acometem os soropositivos.

ESTUDO COMPROVA A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA PARA OS SOROPOSITIVOS

Desenvolvido por cinco pesquisadores, entre eles os Profissionais de Educação Física Felipe Fossati Reichert (CREF 003807-G/RS) e Edilson Serpeloni Cyrino (CREF 003726-G/PR), a pesquisa Atividade Física habitual em portadores de HIV/AIDS aponta que atualmente a atividade física vem se mostrando uma grande aliada na qualidade de vida de portadores de HIV/AIDS, uma vez que pode minimizar os efeitos colaterais dos medicamentos. Segundo o estudo, as complicações decorrentes da terapia anti-retroviral podem não só agravar o estado de saúde do paciente, como também diminuir a aderência à medicação. Desta forma, algumas pesquisas demonstram diversos benefícios proporcionados pela prática de atividade física sistematizada para esta população, ou seja, atua na diminuição dos efeitos colaterais resultantes da terapia medicamentosa, atuando como um importante agente terapêutico no controle da lipodistrofa, na redução da fadiga, aumento da força e massa muscular, aumento da capacidade funcional, além da melhoria da aptidão cardiopulmonar.

Entre outras coisas, a pesquisa conclui sobre a necessidade de estratégias de intervenção para aumentar os níveis de atividade física em indivíduos portadores de HIV/AIDS.

Fonte: www.confef.org.br
Visualizar em PDF: www.confef.org.br

domingo, 25 de novembro de 2012

Com dois ouros nas OEs, promessa dribla diabetes e se inspira em Cielo


Campeão nos 50m borboleta e nos 50m livre e prata nos 100m livre, Matheus Santana, de 16 anos, sonha em conhecer o campeão olímpico em Pequim.


Por GLOBOESPORTE.COM
Rio de Janeiro
Nem a diabetes tem sido capaz de frear as braçadas do jovem Matheus Santana. Depois de se destacar no Troféu Chico Piscina de Mococa (SP), realizado em setembro, e ser comparado ao campeão olímpico Cesar Cielo, o nadador que deu suas primeiras braçadas na escolinha do Fluminense e atualmente defende o Botafogo voltou a brilhar neste sábado. Aos 16 anos, ele foi o grande destaque do torneio de natação das Olimpíadas Escolares do Rio de Janeiro, no Parque Aquático Julio de Lamare, com duas medalhas de ouro nas provas dos 50m borboleta e dos 50m e uma de prata nos 100m livres.
Matheus Santana, nadador juvenil do Botafogo (Foto: Lydia Gismondi)
Matheus conquistou três ouros no torneio de natação das Olimpíadas Escolares (Foto: Lydia Gismondi)
Se o desempenho deste sábado já é o suficiente para credenciá-lo como umas das apostas para os Jogos do Rio, em 2016, a quebra do recorde brasileiro dos 50m na categoria até 16 anos, que era de 23'29 e pertencia a Cesar Cielo desde 2003, o transformou no jovem mais visado da natação brasileira.
Matheus reconhece que a marca de 23'01 alcançada no Troféu Chico Piscina em setembro trouxe fama e a mídia para sua vida, mas afirma que nem por isso se sente mais pressionado cada vez que mergulha dentro d'água. Tranquilo e perfeccionista, o nadador de 16 anos sabe exatamente aonde quer chegar.
- Eu já vinha trabalhando forte para isso, e fiquei muito feliz por ter quebrado uma marca que já durava dez anos. O assédio da imprensa e as brincadeiras dos colegas, que sempre me comparam ao Cielo, aumentaram e eu consegui mais patrocinadores depois do recorde. O resto continua igual. Meu objetivo agora é disputar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro - afirmou.
Enquanto as Olimpíadas no Brasil não chegam, o nadador e torcedor do Botafogo, que não liga muito para futebol, mas admira o holandês Seedorf, espera poder conhecer em breve sua maior fonte de inspiração nas piscinas.
- Já participei de duas competições que o Cielo também nadou, mas nunca tive a oportunidade de conversar com ele. Fiquei feliz de saber que ele falou de mim quando quebrei o recorde. Gostaria muito de conhecê-lo.
Se os adversários costumam dar bastante trabalho nas piscinas, Matheus garante que a diabetes não atrapalha em nada seu desempenho dentro d'água.
- Já estou acostumado a lidar com isso e acho até que ela me ajuda a me preparar melhor e ser mais dedicado nos treinamentos - explicou o nadador, que toma quatro aplicações dirárias de insulina.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Vídeo: CrossFit na Preparação de Atletas da NFL


Crossfit na Preparação Física de Atletas da NFL (Futebol Americano)


Vídeo: Treinamento de Atletas de Futebol Americano


Vídeo de Treinamento e Condicionamento Físico para atletas de Futebol Americano.

Força, Velocidade e Agilidade.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Reconheça e evite esses sete erros ao tratar uma dor de cabeça


Estresse físico e emocional, barulho, luminosidade excessiva, dormir pouco, jejum prolongado, consumo excessivo de álcool, gorduras, sedentarismo: todos esses são apenas alguns dos gatilhos mais comuns para a dor de cabeça. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia, cerca de treze milhões de brasileiros apresentam dores de cabeça diariamente. 

A neurologista Thaís Rodrigues Villa, da Universidade de São Paulo (USP), explica que a grande maioria, infelizmente, costuma procurar atendimento médico apenas quando a dor de cabeça aparece com crises intensas e, principalmente, muito frequentes. Mas esse é apenas um dos equívocos quando o assunto é tratar a cefaleia. Veja outros sete erros e elimine a dor de cabeça junto com esses maus hábitos.

Automedicação

O uso excessivo de analgésicos, sem prescrição médica, pode transformar uma dor de cabeça esporádica em crônica, ou seja, quase diária. "Quanto mais se toma analgésicos, menos efeito eles fazem, o que pode fazer a pessoa procurar remédios mais potentes, ou aumentar sua dose, levando a um perigoso círculo vicioso de dor", explica a neurologista Thaís Rodrigues Villa. O uso excessivo de medicações analgésicas é hoje a principal causa da enxaqueca crônica. "Analgésicos são medicações necessárias e excelentes para o tratamento das crises de dor aguda - o problema é a forma indiscriminada com que são usados, sem um diagnóstico e orientação médica adequada", explica.

Ao procurar um médico para tratar a dor, muitos pacientes tem que ser "desintoxicados" de todos esses remédios. Ou seja, todos os medicamentos utilizados são suspensos, para que o tratamento que vai prevenir a dor crônica funcione.


Não prestar atenção na dor - Getty Images
Não prestar atenção na dor

Fazer um diário de dor de cabeça ajuda não apenas quem sofre com a dor, mas também seu médico a combater a cefaleia - uma vez que os diagnósticos da enxaqueca e da dor do tipo tensional se baseiam nos dados clínicos, ou seja, nas informações que o paciente trouxer à consulta. "Quanto mais detalhado melhor", orienta Thaís Rodrigues, que aconselha: "Deve-se anotar no diário os dias em que a dor acontece, sua duração, intensidade, sintomas associados, se houve uso de alguma medicação e a situação desencadeante da crise". 
Manter os velhos hábitos - Getty Images

Manter os velhos hábitos

Junto com o diário da dor, você vai também acabar descobrindo quais situações fazem a sua dor se agravar e, com isso, poderá evitá-las. A neurologista Thaís Rodrigues Villa explica que inibir as crises é a base do tratamento da cefaleia. Mudar hábitos, conforme a orientação do seu médico, é o primeiro passo para acabar com o incômodo. 
Não seguir o tratamento médico - Getty Images

Não seguir o tratamento médico

Mesmo evitando os desencadeantes, algumas pessoas precisarão fazer um tratamento específico para prevenir que as crises ocorram. Ele é feito com medicações não analgésicas, prescritas pelo médico caso a caso, que vão ser tomadas diariamente por algum tempo. O neurologista José Geraldo Speciali, da Sociedade Brasileira para Estudos da Dor (SBED), explica que quando as crises são de baixa frequência - até duas vezes por mês - pode-se tomar analgésico apenas nos dias da crise. Mas se elas excedem essa frequência, há necessidade do tratamento preventivo por um tempo de, no mínimo, seis meses.
Tentar se diagnosticar - Getty Images

Tentar se diagnosticarThaís Rodrigues explica que é comum confundir os fatores desencadeantes (dormir mal, por exemplo) com as causas da cefaleia. "Identificar os gatilhos refere-se a descobrir quais fatores estão relacionados ao aparecimento das crises, mas quem vai diagnosticar e tratar a doença de base é o médico especialista, em geral neurologista, que deve ser procurado idealmente para um diagnóstico e tratamento corretos", orienta. 

Conviver com a dor - Getty Images

Conviver com a dor

A dor é um alerta de que algo está fora de ordem no seu corpo, eliminar esse sinal pode trazer consequências indesejadas. O neurologista José Geraldo Speciali conta que estudos demonstram que quem sofre de cefaleia frequente tem pior qualidade de vida em comparação com quem não convive com a dor. "E mais, os pacientes evitam situações importantes como contato social, reuniões familiares e processos seletivos em função da ansiedade, ou seja, o medo de assumir compromissos e não poder ir caso tenha uma crise nesse dia", conta. 
Esperar a dor passar - Getty Images

Esperar a dor passar

Muita gente pensa que o melhor é esperar a dor de cabeça passar. Mas nem sempre isso funciona. Thaís Rodrigues explica que a dor de cabeça crônica tem tratamento. Ele é feito com medicações prescritas por um especialista - a maioria dessas medicações são tomadas via oral. Mas também existem outras opções, como a acupuntura, as orientações de rotina, como a alimentação adequada, e o exercício físico regular. 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Corpo são, mente sã




Postado por: Mundo Verde em 31 de Outubro de 2012
Todo mundo deseja ter uma velhice saudável, por dentro e por fora, não é verdade? Manter a capacidade de pensar de forma ágil e se lembrar dos fatos é considerado ainda mais importante para quem está na terceira idade do que ter um corpo enxuto e bonito. Mas, você sabia que desenvolver a capacidade cardiorrespiratória dá mais anos de vida útil à massa cinzenta?
Em 1970, o Instituto Nacional de Saúde americano começou a testar o coração e os pulmões de quase 60 mil voluntários, separando-os em três grupos: o dos participantes de preparo físico ruim, outro com os medianamente treinados e um último que incluía detentores de um belo fôlego. Ao longo das décadas, foram registrados 4.047 falecimentos, sendo 164 por demências. “A maioria desses óbitos se concentrou no grupo de baixa capacidade cardiorrespiratória”, revela a neurocientista Rui Liu, autora do trabalho. Segundo ela, os exercícios incrementariam a circulação na cabeça, garantindo o aporte de nutrientes aos neurônios.
Outros estudos mundo a fora comprovam mais benefícios das atividades físicas para o cérebro humano. Na Universidade de Kyoto, no Japão, pesquisadores descobriram que suar a camisa reduz, dentro da cabeça, a formação das placas beta-amiloides, responsáveis pela doença de Alzheimer. Segundo um trabalho recém-concluído pela Associação Americana de Neurologia, pessoas na meia idade com IMC acima de 25 apresentam um maior risco de desenvolver algum tipo de demência quando ficam mais velhas. No estudo, cerca de 8 500 irmãos gêmeos foram pesados quando estavam na meia idade e, trinta anos depois,  submetidos a uma avaliação neurológica.
Entre os que foram diagnosticados com doença de Alzheimer e demência vascular — aquela causada pelo entupimento de vários vasinhos no cérebro —, 39% possuíam sobrepeso e 7% eram obesos por volta dos 35 anos. Essa incidência foi 80% maior em relação às pessoas com IMC abaixo de 25. A explicação deve estar nos problemas circulatórios que normalmente afetam quem está fora do peso ideal.
Alimentação
Quem é obeso ou está com sobrepeso tem tendência a apresentar um aumento nos níveis de colesterol, pressão e glicemia, o que compromete os vasos sanguíneos. Quando a circulação é prejudicada, os vasos cerebrais também são atingidos e, em caso de entupimento, deixam de irrigar os neurônios, facilitando déficits cognitivos. Além disso, há indícios de que os mesmos fatores por trás de males vasculares contribuam para o aparecimento do Alzheimer, mal que afeta a memória, o raciocínio e a localização no espaço.
Fonte: www.mundoverde.com.br
Colaboração: revista SAÚDE





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