domingo, 17 de fevereiro de 2013

Aula para ‘levantar o bumbum’ faz sucesso nos EUA e atrai modelos

Aula para ‘levantar o bumbum’ faz sucesso nos EUA e atrai modelosPersonal de nomes como Alessandra Ambrósio e Gisele Bündchen, Leandro Carvalho cria o treino ‘brazil butt lift’, que promete tonificar qualquer derrière

Rainhas de bateria, musas, passistas, luxo e samba no pé. Quem acompanhou os desfiles de carnaval do Brasil se deparou com todos os tipos de bumbum. Alguns chamaram a atenção pela sua forma um tanto desproporcional. Outros, pela aparência escultural. Em Nova York, um mineiro se tornou o ícone das celebridades ao se especializar no que as brasileiras têm de melhor: o bumbum. Criador da aula brazil butt lift, Leandro Carvalho, de 43 anos, começou sua jornada há oito, quando foi chamado para treinar a modelo brasileira Alessandra Ambrósio, uma das angels da marca de lingeries americana Victoria´s Secret. De lá para cá, acumula mais de 20 DVDs, um programa de TV que passa em 90 canais pelo mundo todo e milhares de alunas que suam para levantar o derrière, sem deixá-lo exageradamente grande.


O QUE É O “BRAZIL BUTT LIFT”
O brazil butt lift, traduzido como “levantamento brasileiro de bumbum”, é um treinamento aeróbico e tonificador que dura 30 minutos e nasceu da necessidade de Leandro em ampliar seu conhecimento na parte favorita dos brasileiros. Até então, o personal trainer e bailarino dava aulas de dança em academias nos Estados Unidos.
- Sempre trabalhei com bumbum e entendia como fazer o músculo se alongar, mas nada específico. Com o treinamento da Alessandra, vi que precisava ampliar. Daí pensei: por que a brasileira tem um bumbum lindo? Porque desde criança ela dança muito e cada movimento é focado no quadril, com os joelhos dobrados. Quando você dobra o joelho e agacha, trabalha a perna e o bumbum. Tudo no Brasil gira em torno da dança. Festa sem música no país é ruim. Então peguei influências do balé, da capoeira, da dança afro, do kickboxe e do samba e criei uma aula divertida e dinâmica. Se for muito monótona, eu não dou conta, porque fica chato – disse o treinador, nascido em São João Del Rey (MG), em entrevista em seu estúdio, no bairro East Village.
SEGREDO DO TREINAMENTO
Apesar de ser o país com o maior número de beldades, Leandro diz que o Brasil, em geral, não sabe como trabalhar o bumbum.
- O que muda é trabalhá-lo em vários ângulos. O bumbum é dividido em glúteo máximo, médio e mínimo. Cada um tem três ou quatro ângulos, então você precisa trabalhar em torno de 12 ângulos para conseguir um treino eficaz de glúteos. O músculo que levanta o bumbum é o glúteo mínimo. O médio fica na região lateral da pelve e previne lesões. Já o máximo dá o bumbum arredondado, e o treinamento tem que ser sempre de joelho dobrado, como nos movimentos de capoeira, excelentes para essa parte do corpo.
Por serem divididos em três partes, os glúteos também necessitam de diferentes pesos para determinados exercícios.
- O mínimo é um músculo menor, então tem que usar menos peso. O máximo, por ser maior, pode usar mais quilos nas caneleiras. Por isso que eu tive tanto sucesso aqui e em outros países. Eu pego um bumbum quadrado como o das japonesas e mudo a forma dele só com exercícios específicos, às vezes em um mês. No Japão, eu sou um rei (risos).
AS ESTRELAS
Quando perguntado sobre as musas com as quais já trabalhou, Leandro fala naturalmente nomes que qualquer treinador gostaria de ter em seu currículo.
- Modelos do Brasil eu trabalhei com quase todas: Fernanda Motta, Alessandra Ambrósio, Ana Beatriz Barros, Raica Oliveira. Também trabalhei com a Blake Lively, atriz protagonista da série americana Gossip Girls. Ela é magra e tinha muita dificuldade de malhar, mas foi pegando o ritmo. Começou a treinar comigo por indicação da modelo Isabel Goulart, que é minha aluna, tem um corpo lindo e um bumbum maravilhoso. Mas quem me ajudou muito foram o cantor Sting e o ator Tom Hanks. Há cerca de 13 anos, a Julia, mulher do Sting, me contratou para dar aula para a filha deles, Nicky, que estava gordinha. Quando eu cheguei na casa deles, em Malibu (Califórnia), várias celebridades de Hollywood estavam lá. E desse meio eu nunca mais saí – afirmou Leandro, mantendo uma simplicidade característica de sua terra natal.
OS CORPOS MAIS BONITOS
O Brasil é eleito por Leandro Carvalho o país com as mulheres mais bonitas, pelos corpos praticamente perfeitos.
- A mulher brasileira é a mais bonita não só pelo corpo, mas por causa da sensualidade, ou seja, a maneira como ela carrega o corpo. Se tomar cuidado para não cair no vulgar, a brasileira consegue ter classe e sensualidade como ninguém. Para isso, nada de ter bumbum como das mulheres-fruta, porque isso não é chique – afirmou o mineiro, que mora há 19 anos em Nova York.
Quanto aos homens, Leandro dá um puxão de orelha nos brasileiros.
- Os homens do Brasil só conseguem ser bonitos até os 25 anos, depois o corpo despenca. Não sei o que acontece, a alimentação é muito ruim e acaba havendo muito álcool envolvido. Nos Estados Unidos, os homens são muito mais bonitos do que as mulheres. Venezuela, Itália e Israel têm homens e mulheres lindos igualmente, mas nada comparado com as brasileiras, claro.
DICAS
Adepto de alimentação natural, meditação e corpo livre de medicamentos, Leandro tem no acesso à informação a chave de uma vida saudável.
- Primeiro, a pessoa precisa buscar informação. Às vezes ela acha que está comendo certo, mas não está. O mais importante é a consistência nos treinos. Não adianta querer mudar do dia para a noite o corpo, nem fazer dietas malucas. Tem um estudo que diz que você demora de 45 a 90 dias para mudar um hábito. Por isso que muita gente não vê resultados se tenta por apenas um mês. Não pode perder o entusiasmo, porque a compensação vem. Basta ter paciência – disse o treinador brasileiro.
RELATOS
“Conheci o Leandro há 10 meses, pois sou sócia da academia onde ele dá aulas. Em dois meses, eu perdi 12kg. Hoje virei personal trainer e assistente dele, amo o que eu faço e ainda estou com o corpo em forma. A mistura de treino com dança é muito divertida e dá para notar a diferença no corpo muito rapidamente”. – Fernanda Stumph, 30 anos, brasileira, personal trainer e professora de yoga.
“Estou conseguindo manter o meu corpo em forma de maneira mais consistente e não tive nenhuma lesão nos últimos 10 meses. Sinto que estou forte o suficiente para fazer o que eu quero. Mudou a forma dos meus glúteos e pernas, mas para mim o mais importante é o fator saúde. A aula dele trouxe estabilidade para a minha coluna e, após ter feito três cirurgias e não sentir dor alguma, eu posso dizer que sou mais forte e feliz”. – Marisa Merliss, 30 anos, americana, dançarina e modelo.
“Treinar com o Leandro me fez perder muito peso e gordura. Minhas pernas definitivamente estão mais fortes e meu sistema cardiorrespiratório também”. – Elias Goodman, 21 anos, americano, personal trainer.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Exercício previne crescimento de gordura mais nociva pós-lipoaspiração



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A lipoaspiração tende a desencadear um mecanismo de reposição de gordura no organismo. Não no mesmo local de onde o tecido adiposo foi retirado, mas entre os órgãos. A gordura subcutânea retirada, portanto, dá lugar à gordura visceral, que é o tipo mais prejudicial à saúde. A pesquisadora Fabiana Braga Benatti, da Escola de Educação Física e Esporte da USP, descobriu que a adoção de uma rotina de exercícios físicos após a cirurgia é capaz de prevenir esse mecanismo compensatório.

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Participaram do estudo 36 mulheres sedentárias de 20 a 35 anos que se submeteram à lipoaspiração abdominal. Dois meses após a cirurgia, as voluntárias se dividiram em dois grupos: metade passou a fazer exercícios três vezes por semana e a outra metade permaneceu sedentária. O programa de exercícios adotado pelas participantes do estudo - que consistia de alongamento, exercícios aeróbicos e de força, com duração que variava de 60 a 90 minutos - foi seguido durante 16 semanas.

"Observamos que, seis meses após a cirurgia, as mulheres que não treinaram não tiveram um retorno daquela gordura que foi retirada, que é a subcutânea. Porém, tiveram um crescimento compensatório de gordura visceral, o que não ocorreu com as mulheres que treinaram", diz Fabiana. De acordo com o estudo, esse crescimento compensatório é provocado pela queda do gasto energético total das pacientes sedentárias e não pelo aumento do consumo alimentar.

A quantidade de gordura subcutânea e visceral antes e depois da lipoaspiração foi medida por exames de tomografia computadorizada realizados no Hospital 9 de Julho, com quem os pesquisadores firmaram parceria. A gordura visceral é a responsável por aumentar os riscos de doenças cardiovasculares e também está associada com o surgimento do diabetes.

Compensação

Fabiana explica que esse processo de recuperação tende a acontecer porque a gordura não é inerte. "Quando se retira uma grande quantidade de gordura de repente, ela tende a se recuperar. O corpo luta contra essa perda", diz. Seu grupo de pesquisa já havia constatado esse mesmo processo em ratos.

O cirurgião plástico José Horácio Aboudib, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), explica que o processo de recuperação da gordura após a lipo só ocorre se o paciente aumentar de peso. "Como as células adiposas foram retiradas do tecido adiposo subcutâneo, há uma tendência, se houver aumento de peso, de aumentar a gordura visceral. Se a paciente mantiver o peso, fica como estava após a cirurgia", diz.

Ele afirma que, além da prática de exercícios físicos, outro fator que contribui para melhores resultados da lipoaspiração é o paciente estar próximo de seu peso ideal antes do procedimento. "A lipoaspiração ideal tem o objetivo de tirar gordura localizada e não de emagrecer", diz Aboudib. Por isso, a cirurgia não deve ser recomendada para obesos ou para pessoas que não estão em boas condições de saúde.

O cirurgião plástico Alan Landecker, autor do livro Cirurgia Plástica: Manual do Paciente, acrescenta que a lipoaspiração deve ser cogitada somente em casos de pessoas que não conseguiram perder a gordura localizada por meio de alimentação adequada e prática de exercícios. "Após a cirurgia, se o paciente continuar comendo direito e aderir a um programa rígido de educação física, ele só tem benefícios e não é observada essa compensação", diz o médico.

Landecker observa que, na prática de exercícios pós-lipoaspiração, a musculação é muito importante porque promove o aumento do gasto de calorias. "Quanto mais massa magra no corpo, mais calorias você gasta." O fortalecimento dos músculos também é importante para manter a pele mais firme. "A pele tem ligações com a musculatura. Quanto mais forte, mais a pele vai ser puxada pelo músculo", diz. Os exercícios aeróbicos também são essenciais para a perda de peso e para promover a saúde. A prática começa a ser liberada após 15 dias da cirurgia, mas apenas para exercícios mais leves. Práticas mais intensas podem ser feitas, sob autorização médica, após um mês.

Para Fabiana, a mensagem principal do estudo é que os candidatos à lipoaspiração devem ter a consciência de que a gordura pode retornar depois da cirurgia, caso as recomendações médicas não sejam seguidas adequadamente. "E se, mesmo assim, optarem por se submeter à cirurgia, que entendam a enorme importância de fazer exercícios depois do procedimento" alerta a educadora física.

Popular

A lipoaspiração foi a cirurgia plástica mais realizada em 2011, de acordo com levantamento feito pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps) em conjunto com a SBCP. Em 2011, 211.208 lipoaspirações foram realizadas no Brasil. No mesmo ano, foram 148.962 cirurgias de prótese de silicone nas mamas, que havia sido a mais realizada em 2007, ano do último levantamento. O mesmo estudo aponta que o número de cirurgias plásticas passou de 629.287, em 2008, para 905.124, em 2011, aumento de 43,8%. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O atleta ocasional


*Texto retirado e adaptado do livro “Sua vida em movimento” do Professor de Educação Física, Marcio Atalla.


Quem não tem o hábito de se exercitar e faz isso de vez enquanto, um sábado ou domingo qualquer, acaba se sentindo cansado, exausto. A vontade de repetir a dose nem sempre vem. Isso é normal. O corpo, habituado ao padrão sedentário parece desconfortável e até agredido com o exercício. O organismo tende a brigar contra a mudança de comportamento gerando mais fome, preguiça, cansaço e até mau humor. Aos poucos, porém, o corpo vai aprendendo a receber o estímulo do movimento e ocorre o contrário – o organismo passa a querer manter o nível de atividade física, encontrando um novo equilíbrio, reorganizando as funções hormonais, o ritmo do metabolismo, o nível de bem estar.

Ser um atleta de fim de semana pode ser perigoso. Muitos acidentes cardíacos acontecem no sábado de manhã, no primeiro pique atrás da bola de futebol. Fazer um pouco de exercício é melhor que não fazer nada, claro. Mas é preciso tomar certas precauções. Começar devagar e tirar o corpo da inércia aos poucos é primordial. Respeitar os limites e não exagerar é igualmente importante. Fazer horas de atividade física em apenas um dia pode provocar lesões, processos inflamatórios nas articulações, dores musculares, torções, ou complicações ainda maiores.

Eu jogo futebol com os amigos quase todo fim de semana, desde 2002. O esporte é mais um motivo para que a gente se encontre, coloque o papo em dia, mantenha o contato e a amizade. Há jogadores de todos os níveis, mais todo mundo se diverte e participa. Um deles, que aliás joga muito bem, só aparecia de vez enquanto e não fazia nenhum outro exercício físico durante a semana. Com o passar dos anos ganhou muito peso e começou a se machucar durante as partidas. Sentia dores pelo corpo, o que fazia faltar cada vez mais aos jogos, e seu nível técnico obviamente piorou, Com o estresse da semana de trabalho e o sedentarismo, sua saúde ficou comprometida: a taxa de colesterol aumentou, a pressão subiu e o risco cardíaco deu sinal de alerta.

Ele sempre me perguntava o que fazer, mas se justificava dizendo que não tinha tempo para nada. Quando se sentia melhor queria jogar umas três horas no sábado e mais três no domingo. Como resultado, ficava menos tempo com a família, o que gerava reclamações da mulher e dos filhos, e ainda passava o resto da semana com dores por todo o corpo. Um dia, ele me contou que se sentia frustrado. Estava cada vez mais gordo, com menos saúde e jogando mal. Resolvi lhe propor que reservasse apenas vinte minutos diários para fazer alguns exercícios, durante pelo menos três meses, e nos fins de semana jogasse as duas horas de futebol e levasse seu filho adolescente para assistir. O que eu queria mostrar para ele era que com apenas alguns minutos diários de uma forma bem programada é possível ganhar condicionamento físico e saúde.

O grande segredo da atividade física é a regularidade. Vale muito mais a pena fazer um pouco todos os dias que fazer muito em um dia só. Passado três meses, ele já tinha perdido seis quilos, conseguia jogar sem sentir dores, e levou o filho para jogar também. Dessa forma, ele passou a jogar três vezes por semana e anda se exercitar vinte minutos por dia, mantendo o corpo sempre em movimento.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Cerca de 30% dos casos de câncer podem ser evitados, segundo INCA


Instituição derruba dois grandes mitos sobre a doença e estimula a prevenção

Consequência de uma população que não só está vivendo mais, mas que também passou a adotar hábitos de vida cada vez menos saudáveis, o aumento do número de casos de câncer tem assustado as principais autoridades da área da saúde. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença atingiu 7,4 milhões de pessoas em 2004 e, se nenhuma atitude for tomada, outras 11 milhões terão de enfrentar o problema até 2030.

Por conta disso, a União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) instituiu o dia 4 de fevereiro como o Dia Mundial do Câncer. A iniciativa tem por objetivo evitar milhões de mortes que acontecem todos os anos pela doença, sendo que muitas delas são evitáveis. Entre os tipos de câncer mais incidentes estimados para 2013 pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar da Silva (INCA) estão o câncer de próstata, com cerca de 60 mil novos casos, o câncer de mama, com cerca de 50 novos casos, e o câncer de colo do útero, com mais de 17 mil novos casos. No total, são esperados 520 mil novos casos de câncer no Brasil.

Para ajudar a população a se prevenir, o INCA ainda está promovendo uma ação para derrubar alguns dos principais mitos sobre o câncer. Confira quais são eles:

Mito 1: ter câncer é uma questão de destino
Com as estratégias certas, cerca de 30% dos casos de câncer podem ser evitados.

Mito 2: o câncer é apenas um problema de saúde
Na verdade, o câncer possui implicações de grande alcance social, econômico e de direitos humanos. Aproximadamente 47% dos casos de câncer e 55% das mortes pela doença ocorrem em regiões menos desenvolvidas do mundo.

Para ajudar na prevenção, listamos algumas medidas para evitar vários tipos de câncer. Adote essas estratégias e viva mais e com maior qualidade de vida:

1. Não fume 

Segundo estatísticas do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o tabagismo é a principal causa de câncer evitável no mundo. Ao queimar o cigarro, as consequências são sentidas não apenas por quem fuma, mas também por todos ao seu redor. Para se ter uma ideia, 90% dos casos de câncer de pulmão tem o cigarro como responsável - os outros 10% são decorrentes do fumo passivo. O tabagismo também é o grande culpado por 30% da ocorrência de outros tipos de câncer, como boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero e leucemia. 

O cigarro carrega cerca de 4720 substâncias, sendo mais de 400 delas altamente cancerígenas. Algumas delas, como o benzeno, estão ligada ao câncer de fígado e leucemia. Já o alcatrão está diretamente relacionado aos cânceres de pulmão, vias aéreas, brônquios e bexiga. Veja aqui como as substâncias do cigarro afetam o organismo.


2. Não abuse de bebidas alcoólicas 

"O álcool aumenta a chance de desenvolvimento de alguns tumores, como intestino, esôfago e fígado. Mas o que mais se nota é que ele potencializa os efeitos do tabaco", justifica o oncologista Gilberto de Castro Jr., do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Ele explica que, por potencializar os efeitos do cigarro, o risco de um tumor localizado nos órgãos afetados pelo fumo é muito maior. 

Além disso, estudos científicos têm relacionado o abuso do álcool com outros tipos de câncer. De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, a quantia de 18 gramas (aproximadamente duas doses) de álcool por dia eram suficientes para aumentar significantemente o risco de desenvolver câncer de mama. Com o consumo de 50 gramas diárias, o risco aumenta em 50%. Outro estudo, este realizado pelo Fred Hutchinson Cancer Research Center, especializado em pesquisas sobre câncer nos Estados Unidos, descobriu que as mesmas 50 gramas por dia, em homens, dobram as chances de desenvolver câncer de próstata.  


3. Mantenha hábitos de sexo seguro. Use camisinha. 

Hoje, sabe-se que o papiloma vírus humano (HPV) - doença sexualmente transmissível - é o principal responsável por alguns tipos de câncer como o câncer do colo do útero, vulva, pênis e orofaringe (garganta). Por isso, a importância de praticar sexo seguro e sempre com o uso da camisinha - até mesmo para o sexo oral.  


4. Proteja-se contra a hepatite 

O sexo seguro também evita os vírus da hepatite B (para a qual há vacina) e da hepatite C, ambos com potencial para levar ao câncer de fígado. O uso da camisinha, além de reduzir as chances de cânceres no sistema reprodutor e orofaringe, também pode proteger seu fígado. Isso porque, explica Gilberto de Castro Jr., a hepatite B também é sexualmente transmissível. "Esse tipo de hepatite pode levar à cirrose e evoluir para um câncer do fígado", conta. No caso da hepatite C, o contágio costuma acontecer por contato sanguíneo, mas ela é igualmente um fator de risco a esse tipo de câncer. 


5. Evite o consumo excessivo de açúcares, de gorduras, de carne vermelha, de porco e das processadas. Invista em uma dieta saudável, rica em verduras, legumes e frutas. 

O açúcar, explica o nutrólogo Roberto Navarro, não tem relação direta com os diversos tipos de câncer. No entanto, quando é consumido em excesso, faz o organismo liberar muita insulina para metaboliza-lo. "A insulina muito alta aumenta a produção de uma substância chamada citocina pró-inflamatória. Aqui, está a relação com o câncer. Quanto maior a quantidade dessa substância, maiores as chances de câncer." 

Já a carne vermelha, embora traga uma série de benefícios à saúde, não deve ser consumida com abusos. Segundo o nutrólogo, ainda não se sabe certamente quais elementos das carnes vermelhas (de boi e de porco) são cancerígenas. Porém supõe-se que se trata de uma substância chamada ácido aracdônico, presente na gordura dessas carnes. Ela seria responsável por estimular a produção das citocinas pró-inflamatórias. 

Em relação às frutas, legumes e verduras, elas são ricas em fibras, o que, segundo o oncologista Gilberto de Castro Jr., protege o intestino contra o câncer. 


6. Evite o consumo de alimentos ricos em sódio e conservantes 

Os alimentos processados - o que incluem enlatados e embutidos como mortadela, presunto, salame, mortadela, bacon e salsicha -, são ricos em uma substância chamada nitrosamina, que é cancerígena. Por isso, lembra o nutrólogo Roberto Navarro, é importante que esse tipo de alimento seja evitado ao máximo, assim como fast foods que, em geral, são ricos em processados. 

Essa correlação já foi estudada pelo National Cancer Institute, nos Estados Unidos, que descobriu que os conservantes contidos nos embutidos, em especial o nitrato e o nitrito, são uma das causas do câncer de bexiga. Isso porque eles passam direto pela urina e podem interferir no tecido da bexiga, ajudando a desenvolver o câncer neste órgão. 


7. Cuidado com o sol. Use filtro solar diariamente e evite a exposição entre 10h e 16h. 

Os raios UVA e UVB, emanados pelo sol, são os responsáveis pelas alterações celulares que levam ao câncer de pele. Por isso proteger-se do sol é algo tão importante na luta contra o câncer. Além do protetor solar - que, alerta Gilberto de Castro Jr., deve ter o mínimo de fator 20 -, é preferível tomar sol apenas antes das 10h e depois das 16h e não abrir mão de barreiras físicas, como chapéus, guarda-sol, bonés e óculos escuros.  


8. Pratique atividades físicas todos os dias. A recomendação é de que o exercício tenha duração mínima de 30 minutos. 

A prática de atividades físicas promove um bem geral ao organismo e também protege contra o câncer. Roberto Navarro conta que isso se deve graças à capacidade, em especial de exercícios aeróbicos, de diminuir a circulação das citocinas pró-inflamatórias em nosso organismo. 

Alguns estudos preveem esse benefício. Um deles, publicado no Journal of the National Cancer Institute, diz que adolescentes que praticam exercícios físicos estão mais distantes do câncer de mama. Neste caso, isso acontece porque os exercícios são capazes de reduzir os níveis de estrogênio, hormônio que tem sido relacionado ao risco de câncer.  


9. Mantenha-se atento à sua saúde Procure assistência especializada caso note qualquer anormalidade em seu corpo. 

Sabemos que o nosso corpo dá sinais quando algo não está certo. Isso também vale para casos de câncer. É importante que se preste atenção no corpo, pois só assim é possível notar a presença de algum caroço estranho, uma íngua, mancha na pele ou outro sinal. O oncologista do ICESP aconselha que, ao sinal de algo fora do usual, um médico seja procurado. 


10. Faça um check-up anual 

É importante realizar todos os exames de diagnóstico precoce indicados pelo seu médico.

Existe uma série de exames que são fundamentais na hora de detectar os diversos tipos de cânceres. Entre eles, Gilberto de Castro Jr. lembra da mamografia, que deve ser feita a partir dos 50 anos para detectar o câncer de mama ou a coleta do PSA - exame de sangue que pode detectar câncer de próstata.

Fonte: http://www.minhavida.com.br

Atuação do profissional de Educação Física e sua atual visão de mercado


Atuação do profissional de Educação Física e sua atual visão de mercado
Muito me preocupa hoje em dia a árdua tarefa de encontrar pessoas excelentes para ocupar as vagas na academia que trabalho. Desde o início de minha atuação como gestor de academias tem sido assim.

Claro que as péssimas condições de educação desde a base influenciam e muito neste resultado. Assim como a visão ainda muito tecnicista das faculdades e universidades, que formam o profissional sem visão sistêmica, aquele profissional que pensa somente  e apenas no hoje e de forma individualista.


É difícil encontrar bons profissionais que entendam que sua atuação faz a diferença no todo da empresa. Que tenham conhecimento e vontade de se atualizar no que há de mais recente, como por exemplo: Crossfit, Treinamento Funcional, Pilates, além dos bons e básicos conhecimentos de Fisiologia do Exercício, Biomecânica, Cinesiologia, Periodização…


Vejo uma infinidade de “até então estagiários que se formaram Personal Trainers” sem terem lapidado ainda seu conhecimento e vivência técnica e prática.


Profissionais que solicitam salários altíssimos, porém, entregando o mesmo resultado que qualquer profissional “recém chegado”.  Veja que meu problema não está em o profissional de Educação Física e áreas afins ganharem muito dinheiro, afinal, como professor de Educação Física, eu também busco poder ter em contrapartida ao meu trabalho, uma remuneração melhor.


O problema é não conhecer o mercado, não se esforçar para fazer cursos de aperfeiçoamento durante e, principalmente após a formação superior. Já diz o velho ditado: “Quem sabe mais, vale mais”, desde que aplique este conhecimento na prática, a favor do crescimento da empresa.


Espero que a partir de algum momento, os profissionais de Educação Física estejam mais conscientes de sua atuação na saúde e qualidade de vida das pessoas, de maneira ampla, se especializem, gostem de trabalhar com pessoas, que possuam “aquele brilho” e paixão e, por si só, criem oportunidades de ganharem cada vez mais.


Oportunidades não faltam caros amigos. Ampliar a visão é necessário. Assim, não precisaremos nos preocupar com profissionais de outras áreas que buscam “sistematizar” nossa atuação.

Ale Gonzaga é Professor de Educação Física com MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e Pós Graduação em Administração e Marketing Esportivo. Gestor na área de Academias, PNL Practitioner, Coach e Analista de Perfis Comportamentais DISC.  

Limiar anaeróbico: entenda como atletas alcançam média de 20km/h


Especialista explica as diferenças de desempenho em corridas de longa duração entre os indivíduos que estão em outros níveis de aptidão física


Por 
São Silvestre 2011 Masculino (Foto: Ag. Estado)
Elite masculina na São Silvestre: limiar anaeróbico explica o ritmo veloz dos atletas (Foto: Ag. Estado)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Anabolizantes: a busca por um corpo sarado pode custar caro à saúde


Sem título
Insuficiência renal e tumores estão entre algumas complicações decorrentes do uso prolongado de substâncias procuradas por adeptos da malhação. 

A busca pelo corpo perfeito, torneado por músculos definidos e sem gordura. Em um país conhecido mundialmente pela beleza, o sonho de um ideal estético pode estar sendo construído a preços altos, em um caminho marcado pelo consumo prolongado de anabolizantes e complicações inimagináveis para jovens adeptos da malhação, que vão de câncer de fígado a suspeitas de tumores de testículos.

Assim, conforme observa o oncologista Dr. Fernando Cotait Maluf, do Hospital São José, a aparência de um corpo saudável pode esconder por trás uma pessoa doente. Um quadro preocupante que tem crescido entre os jovens brasileiros.

— O uso prolongado de anabolizantes propicia doenças cardíacas, respiratórias, psiquiátricas e pode levar a um aumentar as chances de tumores no fígado principalmente. Há suspeitas ainda de que o uso de anabolizantes e hormônios de crescimento, como o GH, influi em tumores no testículo, na próstata, assim como nas mamas e no ovário.

Segundo o especialista, tumores no fígado não aconteciam em pessoas tão jovens — na faixa dos 20 ou 30 anos — no passado. Antes relacionados a vírus de hepatite b e c, e ao uso de álcool, hoje os chamados tumores hepáticos estão aparecendo em pacientes sem histórico disso e que fazem uso dessas substâncias.

O risco é alto. Segundo o nutrólogo Dr. Milton Mizomuto, quase metade dos suplementos para quem malha são “contaminados” com algum anabolizante.

— Isso acontece, principalmente, com os suplementos importados. Com os nacionais, pelo menos nesse aspecto, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é rigorosa.

Além de aumentar as chances de tumor de fígado e na parte genital, o uso de anabolizantes pode ter uma repercussão desastrosa no sistema cardiovascular. Segundo o Dr. Maluf, diversos “artigos falam em maior chance de infarto do miocárdio, alterações da coagulação levando a tromboses de veias das pernas e embolia pulmonar, além de alteração dos níveis de colesterol e triglicérides”. Em um quadro ainda pior, uso abusivo de anabolizantes pode levar a um quadro de psicose e comportamento agressivo.

Os anabolizantes são hormônios masculinos sintéticos que absorvem proteínas e retêm líquido, provocando inchaço dos músculos. O uso pode acarretar ainda uma diminuição na produção de esperma, impotência sexual, aumento do volume da mama e até mesmo diminuição dos testículos, lembra o Dr. Maluf.

— Os anabolizantes são usados para corrigir uma deficiência hormonal e não para melhorar artificialmente a performance de quem faz academia. Eu, por exemplo, prescrevo anabolizantes para pacientes com câncer que estão perdendo músculos ou peso. Mas eu sou a “ponta do iceberg”, já que a maioria é prescrita de modo não legal.

Segurança

Mas até que ponto, então, os anabolizantes podem ser usados? Segundo o Dr. Mizumoto, não há níveis seguros para o uso dessas substâncias. Ele lembra que os anabolizantes foram originalmente prescritos para idosos que perdem massa muscular e pacientes com queimaduras gravíssimas, e não para quem quer ficar “sarado”.

Assim, quem busca um desempenho adequado e um corpo “perfeito” deve procurar um treinamento adequado progressivo e dietas nutricionais de acordo com o seu biótipo e necessidades. Nenhum tipo de hormonioterapia deve acompanhar, a não ser para pacientes que apresentam deficiência desses. O ideal, explica o Dr. Mizumoto, é buscar um nutrólogo que entenda de medicina do esporte e condicionamento físico, para que possa avaliar as necessidades do paciente. 

Além de aumentar os riscos de insuficiência renal e tumores, alerta o nutrólogo, o uso prolongado de anabolizantes cria um círculo vicioso, já que a pessoa que o toma pode ver seus músculos atrofiarem se parar.

Um quadro preocupante que não parece estar com os dias contados, observa o Dr. Maluf.

— Acredito que seja uma tendência mundial, mas mais forte no Brasil que é muito comprometido com a beleza. Basta pensar em cirurgias plásticas para ver que o Brasil tem o maior volume do mundo.


Brasil passará a produzir insulina


Por Jornalismo Portal EF

O Ministério da Saúde anunciou que a partir deste ano, o Brasil passará a produzir cristais de insulina, que é o principio ativo do medicamento utilizado para tratar pacientes com diabetes. 

A produção no País será feita a partir de um acordo de transferência de tecnologia entre o Ministério da Saúde e o laboratório ucraniano Indar, um dos três do mundo que produzem o medicamento. 

O acordo com o laboratório alemão prevê que o início dessa produção comece ainda em 2013, para que dessa forma a fábrica da substância esteja estruturada até 2014. Se o cronograma for cumprido, em 2015 serão feitos os primeiros testes que irão qualificar e propor ajustes técnicos para a validação das instalações, e por fim, em 2016 o Brasil deverá estar apto a produzir insulina em escala industrial. 

Cerca de 3,5 milhões de frascos do remédio deverão chegar ao País até abril e, se necessário, esse número poderá chegar a 10 milhões até dezembro, segundo o Ministério. Aos cofres públicos, estima-se que a produção do medicamento no Brasil gere uma economia de 1,3 bilhão de reais.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Sente dor muscular após o treino? Saiba como recuperar o seu corpo


Quando uma atividade é realizada, seja esportiva, recreacional ou laboral, os músculos mais solicitados durante o exercício sofrem pequenas lesões.


Corredor Cansado euatleta (Foto: Getty Images)
Por Turíbio Barros*
Um dos quadros mais comuns para os corredores e praticantes de atividades físicas é amanhecer dolorido no dia seguinte de um treino mais forte ou uma prova disputada no dia anterior. Durante muito tempo, esse quadro foi interpretado de forma inadequada. Como é de conhecimento de todos, a atividade física mais intensa causa acúmulo de acido láctico nos músculos e este provoca a dor. Este fato passou a ser interpretado como a causa da dor e do desconforto muscular que aparecem como uma manifestação tardia dos efeitos do exercício.

A verdade é que o ácido láctico acumulado nos músculos é logo removido, sendo metabolizado em poucas horas após o término da atividade. Portanto, o que provoca a dor do dia seguinte?

Quando uma atividade mais intensa é realizada, seja esportiva, recreacional ou mesmo laboral, os músculos sofrem o que chamamos de micro-traumas, que são lesões muito pequenas da estrutura muscular que ocorrem de forma difusa nos grupos musculares mais solicitados.

A resposta dos músculos é reparar o dano sofrido, sendo este inclusive o princípio do mecanismo de adaptação ao estímulo do exercício. Em outras palavras os músculos sofrem um dano para depois se tornarem mais fortes. Trata-se, portanto, de um processo fisiológico que podemos considerar natural.

O que ocorre é que esta reparação do dano desencadeia um processo inflamatório cuja magnitude depende da intensidade do exercício realizado. O processo inflamatório tem uma evolução gradual, atingindo seu ápice entre 24 e 48 horas após o início.


A inflamação é sempre acompanhada de edema e da liberação de substâncias químicas que são os agentes responsáveis pela dor que vai aparecendo de forma gradual tendo seu momento mais intenso como uma manifestação tardia. Esta característica denominou o quadro de Dor Muscular de Inicio Tardio (DMIT) ou dor do dia seguinte.


Como tratar ou evitar as dores musculares


Podemos dizer que quando uma atividade muito intensa é realizada, a dor do dia seguinte é praticamente inevitável, na medida em que ela caracteriza o processo de adaptação dos músculos. O que certamente se pode ou deve fazer é adequar a intensidade do exercício para evitar um dano de maior magnitude. A aplicação de gelo imediatamente após é também recomendada, evitando a formação de um edema mais intenso.


No dia seguinte, não devemos pensar em “remover ácido láctico” para atenuar a dor. Não existe ácido láctico para ser removido. Os músculos doloridos devem ser poupados de atividades mais intensas para que o processo de reparação ocorra naturalmente. Em casos mais sérios, quando o processo inflamatório provoca limitação funcional, pode-se recorrer a anti-inflamatórios sob indicação médica.


*Turíbio Barros é Mestre e Doutor em Fisiologia do Exercício pela EPM, foi membro do American College of Sports Medicine, Profº e Coord. do curso de Especialização em Medicina Esportiva da UNIFESP e Fisiologista do São Paulo F.C. e Coord. do Depto. de Fisiologia do E.C. Pinheiros. www.drturibio.com

Fonte: 
http://globoesporte.globo.com/eu-atleta

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