quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Alimentação X Litíase Renal

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Saúde e Bem Estar: Alimentação X Litíase Renal
A litíase ou cálculo renal forma-se quando a concentração de componentes na urina atinge um nível em que é possível a cristalização (MAHAN, 2003). Em geral, a cristalização ocorre devido a anormalidades na composição urinária que causam a supersaturação dos promotores que são os responsáveis pela formação de cristais nos rins (ex: cálcio, oxalato e ácido úrico), ou a diminuição dos inibidores de formação de cristais (ex: citrato, glicosaminoglicanos e nefrocalcina), ou até mesmo ambos (MELLO; SCHNEIDER, 2006).
Cerca de 80% dos cálculos contêm sais de cálcio compostos por oxalato ou fosfato, sendo o distúrbio metabólico freqüentemente associado a hipercalciúria, alteração metabólica definida como elevada excreção urinária de cálcio (MELLO; SCHNEIDER, 2006).
A litíase renal é uma doença que atinge até 20% da população, variando conforme fatores genéticos, socioeconômicos, ambientais e nutricionais (MELLO; SCHNEIDER, 2006). Em indivíduos que apresentam doença inflamatória intestinal a litíase renal é mais comum do que na população geral -, a freqüência de litíase neste grupo de pacientes varia de 12% a 28%, (VIANA et al., 2007). Os cálculos renais tendem a ser assintomáticos até causarem obstrução, com sintomas típicos de cólica renal ou ureteral (FREITAS et al., 2004). As recomendações para garantir um efeito protetor de cálculo renal são:
- Ingerir mais de 2 litros de líquidos por dia: a ingestão adequada de líquidos pode contribuir para a prevenção de formação de cálculos por reduzir a saturação de oxalato de cálcio e aumentar a resistência da urina a sobrecarga de oxalato. Essa ingestão deve ocorrer preferencialmente com água ou líquidos de baixa osmolaridade como chás diluídos. Recomenda-se também o maior consumo de sucos de frutas, como os de limão e laranja, ricos em potássio, por aumentarem a excreção urinária de citrato que previne a formação de cristais de oxalato de cálcio. Os chás e o café, com ou sem cafeína, foram associados com a redução do risco para litíase em 8 a 10%, enquanto o vinho diminui o risco em cerca de 60%. O efeito protetor dessas bebidas é devido à diminuição da concentração urinária. Já os chás preto e o mate devem ser consumidos com moderação, devido ao elevado teor de oxalato, assim como o álcool (MARCONDELLI; MARANGONI; SCHMITZ, 2004; MELLO; SCHNEIDER, 2006).
- Limitar a ingestão de proteína animal: essa pode aumentar o risco de cálculos pelo aumento do ácido úrico urinário; porém mantendo um adequado consumo de laticínios e proteínas de origem vegetal, já que a restrição severa de cálcio e proteínas da dieta não é recomendada por estimular a perda de osso (MARCONDELLI; MARANGONI; SCHMITZ, 2004; MELLO; SCHNEIDER, 2006).
- Limitar a ingestão da vitamina C: no máximo em 2g dia, pois ela estimula a excreção de oxalato que é um composto químico formador de cristais podendo provocar aumento na freqüência dos cálculos (MAHAN & ARLIN, 2002).
- Adequar a ingestão de cálcio: uma dieta adequada em cálcio tem um papel protetor sobre a recorrência de cálculos além de ser muito importante para formação óssea. A recomendação de cálcio para pessoas que não tem restrição é de 1000mg/dia de acordo com a dietary references intake (DRI) e a recomendação para pacientes com hipercalciúria varia de 400mg/dia à 800mg/dia de acordo com o grau da doença. (MELLO; SCHNEIDER, 2006).
- Moderar a ingestão de sódio: de 2 a 3 gramas por dia, pois essa inibe a reabsorção de cálcio e com isso eleva o cálcio urinário aumentando sua excreção (MARCONDELLI; MARANGONI; SCHMITZ, 2004; MELLO; SCHNEIDER, 2006).
Acredita-se que a dieta seja o maior fator de risco ambiental na formação de cálculos de oxalato de cálcio, já que esta tem forte relação com a composição urinária. A baixa ingestão hídrica e o alto consumo de proteína e álcool foram os maiores fatores de risco dietéticos encontrados na literatura. Pesquisas sugerem que o excesso de peso pode resultar em aumento da excreção urinária de cálcio, oxalato e ácido úrico. Um estudo demonstrou que a obesidade e o excesso de ganho de peso estão associados como fator de risco para litíase renal. Os distúrbios metabólicos que ocorrem na obesidade, como resistência à insulina e hiperinsulinemia, podem levar ao aumento da excreção renal de cálcio e conseqüente formação de cálculo (MELLO; SCHNEIDER, 2006).
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
FREITAS, Ricardo Miguel Costa de et al. Avaliação dos métodos de imagem no diagnóstico da urolitíase. Radiol Bras, Belo Horizonte, v. 4, n. 37, p.291-294, 2004.
MARCONDELLI, Priscilla; MARANGONI, Antônio Felipe; SCHMITZ, Bethsáida de Abreu Soares. Revisão de literatura sobre alimentação e saúde. Nutrição, Brasíçia, v. 1, n. 2, p.1-20, jan./jun. 2004.
MELLO, Elza Daniel de; SCHNEIDER, Márcia Andréa de Oliveira. A IMPORTÂNCIA DA DIETA NO MANEJO DA HIPERCALCIÚRIA. Hcpa, Porto Alegre, n. , p.52-60, 2006.VIANA, Maria Lenise Lopes et al. Doença de Crohn e cálculo renal: muito mais que coincidência?. 2007, vol.44, n.3, pp. 210-214. ISSN 0004-2803.MAHAN, K.L.; ARLIN, T.M. Vitaminas. In: KRAUSE, M.V. Alimentos, nutrição e dietoterapia. 10.ed. São Paulo: Roca, 2002. cap.6, p.71103.AZULAY, M.M.;LACERDA, C.A.M.;PEREZ M.A;FILGUEIRA A.L.;CUZZI L. Vitamina C. An. Bras. Dermatol. V.78 no.3 Rio de Janeiro , 2003
Fonte: 13/9/2009 - www.rgnutri.com.br
Elas preferem ter um treinador
Elas preferem ter um treinadorUm estudo realizado pelo Núcleo de Estudos em Esporte e Ortopedia comprovou que 51 % das mulheres preferem treinar com profissional especializado, enquanto apenas 33% dos homens têm a mesma preocupação.
O estudo foi feito com base nas respostas de 7.731 corredores, o que classifica a pesquisa como a maior, desse tipo, já realizada no Brasil. Talvez pelo fato de as mulheres procurarem orientação profissional em maior quantidade, se comparadas aos homens, o número de lesões sofridas por elas seja menor. A pesquisa revelou que 50% das mulheres já tiveram lesão e procuraram um médico. Já para os homens, o percentual é de 54%.
O estudo descobriu também que a maioria das mulheres iniciou a prática regular de corrida há menos de dois anos, e que os treinos de 33% delas é de até 25 km por semana. Outro dado interessante é que 17% dos homens disseram já ter sentido dores na coluna por causa da corrida, contra 13% das mulheres; em compensação, 4% dos homens já tiveram tendinite no quadril, enquanto 10% das mulheres disseram já ter tido esse tipo de lesão.
Fonte: 8/9/2009 - Revista O2
Hábitos saudáveis podem reduzir risco de câncer de mama
Saúde da Mulher: Hábitos saudáveis podem reduzir risco de câncer de mamaAs mulheres podem reduzir o risco de desenvolver câncer de mama até pela metade se ficarem atentas ao peso, exercitarem-se diariamente, amamentarem seus bebês e limitarem o consumo de bebida alcoólica, diz um novo relatório, divulgado pelo American Institute for Cancer Research.
O documento atualiza uma análise de 2007 de mais de 800 estudos, acrescentando informação de 81 novas pesquisas, disse Susan Higginbotham, diretora de pesquisa do instituto.
As medidas preventivas incluem manter um peso corporal saudável, participar de atividades físicas, com 30-60 minutos de duração diariamente, amamentar os filhos e limitar a ingestão de álcool a apenas um drinque por dia.
O papel dos hormônios no câncer de mama, incluindo a terapia hormonal pós-menopausa e os contraceptivos orais, não foi examinado. "Isso nos deixa mais certos do que nunca de que nossas escolhas diárias podem nos proteger do câncer de mama", disse Higginbotham.
Para reduzir o risco de câncer em geral, disse ela, a alimentação deve ser em grande parte baseada em plantas, com ênfase em frutas, vegetais, feijão e grãos integrais, e carne vermelha limitada. As recomendações são baseadas em estudos que observaram associações entre os comportamentos e um risco reduzido de câncer de mama. No entanto, esses estudos não comprovam uma relação de causa-efeito.
Tradução: Gabriela d'Avila
Fonte: 14/9/2009 - UOL Ciência e Saúde
sábado, 15 de agosto de 2009
Prescrição de exercícios para populações especiais - o caso do Diabético
Prescrição de exercícios e as principais variáveis a se considerar em relação a diabéticos. DIABETES MELLITUS
O diabetes é um grupo de doenças metabólicas que causam alterações na secreção e ação da insulina e pode ser classificada em:
- DIABETES TIPO I (DMID): causada pela destruição das células beta do pâncreas o que acarreta em completa deficiência da insulina.
- DIABETES TIPO II (DMIR): Causada pela resistência a insulina. Aproximadamente 90 a 95% de todos os diabéticos são do tipo II e, normalmente, também são obesos. Ao contrário dos diabéticos tipo I, os indivíduos classificados como tipo DMIR possuem alta concentração de insulina no sangue.
AVALIAÇÃO FÍSICA E CLÍNICA
Antes de se engajar em um programa de exercícios, o indivíduo diabético deve passar por uma completa e extensiva avaliação médica. Avaliações cardiovasculares, do sistema nervoso dos rins e do sistema visual são fundamentais devido a possíveis complicações oriundas da doença.
PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIOComo o exercício é essencial para o controle da glicose sanguínea ele é altamente recomendado para esse tipo de população. Benefícios adicionais incluem controle do peso corporal, diminuição da pressão arterial e melhora do bem-estar.
As recomendações para prescrição dos exercícios aeróbios incluem:
- FREQUÊNCIA: 3 A 4 VEZES NA SEMANA;
- DURAÇÃO: 20 A 60 MINUTOS;
- INTENSIDADE: 50% A 60% DA FREQUÊNCIA CARDÍACA DE RESERVA;
- GASTO CALÓRICO SEMANAL ORIUNDO DAS SESSÕES DE TREINO: 1000 kcal por semana para diabéticos do tipo II. Caso o objetivo seja perda de peso 2000 kcal (ou acima) são recomendadas.
Já as recomendações para prescrição dos exercícios resistidos incluem:
- FREQUÊNCIA: DE 2 A 3 VEZES NA SEMANA;
- INTESIDADE: 40% A 60% DE 1RM;
- VOLUME: 1 SÉRIE DE 10 A 15 REPETIÇÕES PROGREDINDO, POSTERIORMENTE, PARA 15 A 20.
- RECOMENDAÇÕES: Técnicas apropriadas durante a execução dos exercícios são recomendadas evitando-se a manobra de valsava (principalmente para pacientes com retinopatia, pois o aumento da pressão arterial pode causar o deslocamento da retina ou hemorragia vítrea). Além disso, recomenda-se monitoramento da glicemia antes, durante e ao final do exercício (alguns estudos demonstram que exercícios intensos podem levar a hipoglicemia tardia 48 horas após o término da sessão de exercícios).
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ACSM´s GUIDELINE FOR EXERCISE TESTING AND PRESCRIPTION. SEVENTH EDITION. LIPPINCOTT WILLIAMS & WILKINS, 2006.
PARA SABER MAIS ACESSE: WWW.METODOMAISVIDACOM.BR
Fonte: http://www.alexandrelevangelista.com.br/
Publicado no dia 13/08/2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Cuidados com a nova gripe - H1N1
Melhor maneira para tentar evitar o contágio é a higiene. Dentro da Academia é importante lavar as mãos e equipamentos de uso comum.
Esforço, disciplina e agora cuidado maior com a higiene na hora da ginástica. O álcool gel está em todas as salas de uma academia na zona norte da capital. “No início a gente tinha flanelas. Então, a gente deixava álcool e flanelas para que os alunos pudessem usar. A gente começou a usar álcool gel e trocamos a flanela por papel toalha”, contou Ivete Aguiar, gerente da academia.
Antes do exercício, o militar Adão Divino Neto usa o álcool líquido deixado para quem quiser limpar o aparelho de ginástica. “A gente não sabe quem treina. A gente é obrigado a usar esse tipo de coisa”, justificou.
A dona de casa Carla Pavaneli malha há um ano e meio. Foi só com a chegada da nova gripe que ela passou a limpar os equipamentos. “Antes, eu só higienizava o colchonete quando fazia alongamento e abdominal. Hoje em dia eu estou mais preocupada. São as mãos e também passo nos aparelhos, para ficar mais seguro”, disse.
Além de cuidar da limpeza das mãos e da higiene dos aparelhos de ginástica, as pessoas devem prestar atenção à ventilação da academia. É importante que as janelas estejam sempre abertas. Tem gente que escolhe esse lugar para malhar.
Na aula de karatê, a preocupação é quando os alunos ficam muito próximos uns dos outros para fazer os exercícios. Por isso, antes de cada prática, o professor orienta o grupo. Erika investe também em uma alimentação saudável para aumentar a proteção. O médico infectologista Stefan Cunha disse que a nova gripe não deve impedir a prática de exercícios. Quem não apresenta os sintomas, não tem desculpa pra faltar da academia.
“Se a pessoa faz o seu exercício normalmente, nesse momento não precisa parar o exercício. O organismo dela já está acostumado com essa rotina de exercício. Se a pessoa estiver com algum sintoma inicial de mal estar e indisposição, é melhor ficar repousando porque é hora que o organismo precisa repousar”, explicou Cunha.
O professor de karatê Klemerson Chagas lembra que o cuidado com a higiene é importante em todo lugar e que não tem motivo pra ficar paranóico. “A gente vive num mundo cheio de bactérias. Se a gente for pensar no risco de cada uma delas, a gente não sai de casa”, disse.
No total, sessenta e nove pessoas já morreram no Estado de São Paulo por causa da nova gripe. Quem tem os sintomas da doença, já passou pelo médico e tem receita para tomar o Tamiflu pode pegar o remédio, de graça, em uma das AMAs da prefeitura. No telefone 156, os interessados podem saber qual o ponto de distribuição mais próximo de casa.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Frio aumenta os riscos de lesões
Frio aumenta os riscos de lesõesCom a chegada do frio no país, o nosso organismo sente drasticamente as alterações, apesar de não parecer tanto. O corpo perde calor e mobilidade, e os atletas que não possuem um bom condicionamento físico ficam sujeitos a lesões musculares e/ou esqueléticas, que normalmente não se manifestariam com a temperatura ambiente comum.
As baixas temperaturas provocam uma relativa queda tanto no metabolismo, como nas pressões arterial e freqüência respiratória, o que gera uma grande resistência na prática do exercício físico. Com essa resistência, o corpo necessita de um aquecimento e alongamentos mais extensos, prática que não é feita pelos atletas não-profissionais e acabam acarretando lesões, estiramentos, entorses, cãibras, e outras. E o tempo de recuperação costuma ser maior, pelos mesmos motivos.
Outra situação em que se deve ter cautela é com a hipotermia. Quando a temperatura do ambiente é inferior à do corpo, o indivíduo sofre resfriamento geral do organismo. Fatores como vento e água também são determinantes.
Quando o atleta começa a tremer, o corpo automaticamente está tentando esquentar a temperatura do organismo, o que altera o metabolismo. Quando o corpo se acostuma a aquecer-se sem a prática de exercícios, é verificada uma hipotermia de grau leve. Se o resfriamento persiste, a circulação sanguínea também diminui, assim como a irrigação cerebral e do corpo. Isso pode causar comprometimento muscular e nervoso, além de falta de oxigênio no sangue, o que diminui então a freqüência respiratória, e causando sonolência. Já se observa uma hipotermia grave nessas ocasiões.
Para evitar essas situações, as dicas são: regular a alimentação com mais carboidratos, manter-se aquecido, cobrir mãos e cabeça, que são responsáveis pela perda de mais de 50% de calor, não utilizar álcool e drogas, que causam contração dos vasos sanguíneos, e o principal, hidratação, aquecimento e alongamentos bastante apurados.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Fibromialgia - Práticas de exercícios na água ajudam pacientes
Práticas de exercícios na água ajudam pacientes de fibromialgia
MBPress - Natação
A natação pode auxiliar na melhora do quadro de fibromialgia. Esse foi o resultado de estudo realizado por cientistas espanhóis e portugueses após análise de um grupo de 33 mulheres com a doença.
A fibromialgia consiste na atrofia das fibras musculares tipo II, edema focal, alterações mitocôndriais, diminuição das concentrações de glicogênio e hipóxia das fibras musculares causadas por alterações da microcirculação. Os sintomas são fortes dores espalhadas pelo corpo. Em alguns casos, o paciente não consegue discerni se o incomodo é muscular, articular ou nos ossos.
O grupo foi dividido em dois cujo primeiro passou por três aulas semanais de natação e o outro não praticou nenhum tipo de exercício. Após oito meses de tratamento, o primeiro grupo se destacou pela diminuição considerável das dores, resultando em melhor qualidade de vida. O segundo continuou com o mesmo quadro.
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br
Nota do Blog: Os exercícios para os portadores de Fibromialgia devem ser bem elaborados e controlados, para assim então trazer benefícios ao invés de agravar a situação. Lembre sempre de procurar um Profissional capacitado para ajudar no tratamento. Para mais informações sobre Fibromialgia consulte também o site www.fibromialgia.com.br
terça-feira, 14 de abril de 2009
A pirâmide da atividade física
(Click na imagem para melhor visualização)Encorajar as pessoas a praticar uma atividade física é algo que exige criatividade. Uma equipe de professores da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, deu sua parcela de contribuição nesse sentido. Eles criaram uma pirâmide com a hierarquia das atividades físicas ideais para serem realizadas. A "Pirâmide das Minhas Atividades", como foi batizada, trabalha com proporções. Os degraus vão subindo conforme a quantidade de tempo recomendada para cada atividade, de modo que a inércia - que fica no topo - mereça um espaço mínimo na vida das pessoas.
Na base estão ações que devem ser realizadas com a maior frequência possível, como caminhar, andar de bicicleta e fazer trabalhos domésticos. "Um pouquinho que seja de atividade física já é melhor do que nada", disse à ISTOÉ o americano Stephen Ball, especialista em fisiologia do exercício e um dos criadores do esquema. No segundo degrau vêm os exercícios aeróbicos. E, mais acima, o fortalecimento dos músculos e o alongamento. A pirâmide feita em Missouri não é a primeira do gênero, mas é a única que condensa as recomendações das Diretrizes de Atividades Físicas para os Americanos, divulgadas no ano passado pelo Departamento de Saúde do governo dos Estados Unidos com o objetivo de combater o sedentarismo.
Sua finalidade é passar a mensagem de que a atividade física deve ser um estilo de vida. "As pessoas podem começar pela base", recomenda Ball. Está assistindo à televisão? Esqueça o controle remoto e levante-se para mudar de canal. A casa necessita reparos? Faça você mesmo! Precisa fazer compras? Vá a pé e carregue as sacolas. Qualquer contração muscular eleva o gasto energético em relação ao repouso, melhorando o desempenho do corpo. "Dar no mínimo dez mil passos por dia, somando todos os deslocamentos da manhã até a noite, já traz benefício", avalia Stella Torreão, professora de educação física, do Rio de Janeiro.
Diabetes Tipo 2 - Calculadora online determina risco
Ferramenta foi criada por cientistas britânicos.O resultado é calibrado por nove fatores de risco.
Cientistas britânicos desenvolveram uma ferramenta online para prever seu risco de desenvolver uma diabetes deflagrada na fase adulta.
Os pesquisadores examinaram registros médicos de mais de 2,5 milhões de pessoas por mais de 15 anos, excluindo pacientes que já tiveram diabetes ou cujos registros estavam incompletos.
Eles descobriram nove fatores significativos de risco: idade, etnia, índice de massa corpórea, tabagismo, nível sócio-econômico, histórico familiar de diabetes, diagnóstico de doença cardiovascular, hipertensão e uso de drogas esteróides.
Eles calcularam a importância relativa de cada um desses fatores, e os incorporaram numa fórmula, um algoritmo, que prevê com precisão o risco de desenvolver diabetes tipo 2 em dez anos.
O estudo foi publicado online no dia 17 de março no "BMJ". Existe uma versão interativa do algoritmo que pode ser acessada através do endereço http://www.qdscore.org/.
Julia Hippisley-Cox, principal autora, disse que dois recursos – código postal e etnia – eram específicos para a Grã-Bretanha, mas que o algoritmo pode oferecer "uma noção precisa de qualquer forma", mesmo sem especificar tais fatores.
Hippisley-Cox, professora de epidemiologia da Nottingham University, acrescentou que para aqueles que acreditam estar em risco, a perda de peso e os exercícios são essenciais. "Essa são as intervenções que já foram testadas", ela disse. "Se você mexe com a medida da obesidade, pode observar como seu risco muda se você perde peso".

